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Sidrolandia

Ritmo das obras do Aquário do Pantanal garante sua conclusão em junho

Maior aquário de água doce do mundo, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Ictiofauna Pantaneira abrigará 263 espécies de peixes, de escama e couro.

Notícias MS

13 de Janeiro de 2014 - 13:10

Com 96% da estrutura física executada, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Ictiofauna Pantaneira - o Aquário do Pantanal -, em construção pelo Governo do Estado no Parque das Nações Indígenas, na Capital, deverá ser concluída em junho deste ano, dentro do prazo anunciado pelo governador André Puccinelli em sua última visita ao canteiro de obras.

Ao acompanhar na manhã de sexta-feira (10), com a governadora em exercício Simone Tebet, a chegada das primeiras placas de acrílico importadas dos Estados Unidos que serão instaladas nos aquários, o secretário estadual de Obras, Edson Giroto, esclareceu que a complexidade da obra reflete na dinâmica do projeto inicial, resultando em mudanças no cronograma e adequações físicas e também no valor do investimento total, hoje estimado em R$ 100 milhões. Somente com a estrutura acrílica serão gastos US$ 5 milhões.

“Não se trata apenas de construir aquários, estamos projetando um grande centro científico e de contemplação, com alta tecnologia certificada no mundo, como contribuição para preservamos a fauna e flora do nosso bioma Pantanal”, disse o secretário.

“Não existem mais do que dez obras similares ao Aquário do Pantanal pela sua complexidade; estamos aprendendo no dia a dia com ela.”

Giroto disse ainda que até o fim deste mês entrega ao governador André Puccinelli a programação final de conclusão da obra física, prevista para junho, e adiantou que a Secretaria de Meio Ambiente já trabalha na montagem dos cenários internos representando o Pantanal e prepara equipe para a coleta dos peixes que permanecerão nos aquários.  O governador André Puccinelli quer inaugurar o Aquário no mês de outubro.

A estrutura

Maior aquário de água doce do mundo, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Ictiofauna Pantaneira abrigará 263 espécies de peixes, de escama e couro.

Com uma área de 18,6 mil metros quadrados o complexo terá 25 tanques internos e externos, somando um volume de água de 6,6 milhões de litros e oxigenação no nível exigido para cada espécie que o habitará, até a implantação efetiva do habitat.

A área construída ocupará uma área de 10 mil m2, abrangendo aquários, laboratório, biblioteca e um espelho d’água na parte externa onde ficarão jacarés e plantas típicas da flora pantaneira.

No atual estágio da obra começa a parte mais complexa, detalhada e elaborada que é a montagem interna, além do sistema de monitoramento de temperaturas da água dos aquários.

Serão aproximadamente sete mil animais em exposição, subdivididos em mais de 200 espécies (peixes, invertebrados, répteis e mamíferos).

Serão retratados, por exemplo, as baías, por meio de tanques rasos, que incluirão várias espécies típicas de filhotes de peixes e cenografia que reproduz o ambiente das grandes lagoas pantaneiras, retratando seu papel de berçário da vida aquática.

O local será uma das instituições de ciência e cultura mais visitadas do Brasil e será economicamente sustentável, transformando-se no principal centro impulsionador do turismo sul-mato-grossense, beneficiando também os setores de hoteleiro, transportes aéreos e afins.

O espaço servirá ainda como maior centro do País de difusão do conhecimento sobre a biodiversidade pantaneira.