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Sidrolandia

Ritmo de contratação terá pequeno crescimento no 1º tri de 2017, diz pesquisa

Intenção cresceu 2 pontos percentuais em comparação com o mesmo período do ano passado.

G1

13 de Dezembro de 2016 - 09:37

A perspectiva de contratação de profissionais no 1º trimestre de 2017 no Brasil terá um crescimento tímido, segundo pesquisa de emprego do ManpowerGroup. No país, apenas 10% dos empregadores entrevistados têm expectativa de aumentar as contratações durante os primeiros três meses do ano, 68% estimam não alterar suas atuais forças de trabalho e 18% devem ter redução.

De janeiro a março de 2017, a intenção de contratação chegou a -9%, que marca um crescimento de 2 pontos percentuais em comparação com o mesmo período do ano passado (-11%) e se manteve estável em comparação com o resultado do trimestre anterior. Apesar do resultado negativo, o aumento mostra uma pequena perspectiva de melhora para os trabalhadores.

"Mesmo diante do índice negativo de -9%, esse índice representa uma melhoria em relação ao mesmo período do ano de 2016 onde projetamos em -11% a expectativa de contratação de mão de obra", diz Nilson Pereira, CEO do ManpowerGroup no Brasil.

“O impacto da prolongada recessão e crise econômica afeta diretamente as oportunidades profissionais e também são responsáveis pelo crescente desemprego no Brasil. No entanto, o tímido crescimento em relação ao ano passado indica esperança que o pior será deixado para trás e que o clima de contratações em nosso país deve começar a crescer em um futuro próximo”, comenta Pereira.

No país, o estudo entrevistou 850 executivos líderes de recursos humanos.

Por setor

Os empregadores de educação pública continuam com os mais fortes planos de contratação com crescimento de 5%. Outros setores positivos são agricultura, pesca & mineração e finanças, seguros e setor imobiliário com 2%.

No entanto, empregadores de cinco segmentos reportaram retração nas previsões de contratação, como o manufatureiro (-4%), atacado e varejo (-8%), transporte (-10%) e setor de serviços (-15%). Com -27%, a previsão para a área de construção é novamente a mais fraca no Brasil, pelo oitavo trimestre consecutivo.

"Alguns estudos projetivos em relação ao cenário econômico para 2017 destacam uma reação do segmento de construção em função da prioridades na área de infraestrutura diante da retomada econômica. A geração de emprego está diretamente relacionada ao aquecimento da economia e é um pilar para o crescimento do país", afirma Pereira.

Comparando com o trimestre anterior, os crescimentos mais notáveis, com 3 e 2 pontos percentuais são reportados em agricultura, pesca & mineração, passando de -1% para 2%) e finanças e seguros & setor imobiliário (de 0 para 2%).

Entretanto, as previsões de contratação enfraqueceram em três áreas, incluindo finanças, seguros e setor imobiliário com declínio de 2% (de 4% para 2%), atacado e varejo, redução de 7 pontos percentuais (de 1% para 8%) e o setor de serviços, com uma queda de 3% para -15%.