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Sidrolandia

Ruralistas querem aposentadoria no campo antes dos 65 anos

Para o presidente da comissão, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), é preciso que o trabalho seja bem executado neste período.

Correio do Estado

08 de Fevereiro de 2017 - 16:51

A bancada ruralista quer flexibilizar a reforma da previdência para beneficiar os trabalhadores rurais e o secretário de Previdência Social do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, admite que seja possível chegar a um ponto de equilíbrio na proposta que vai ser discutida no Congresso Nacional.

“Um dos grandes nortes da reforma é buscar um tratamento igualitário e ter a questão previdenciária sendo tratada de modo igual para todos. O governo vai fazer a discussão juntamente com o Congresso e vai se alcançar um ponto de equilíbrio, mas a ideia do governo é manter a proposta mais fiel possível à original”, disse.

O governo Temer pretende aprovar a reforma até o fim do primeiro semestre de 2017 e, para isso, conta com o apoio da Comissão Especial da PEC da Previdência que vai discutir o assunto na Câmara dos Deputados.

Para o presidente da comissão, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), é preciso que o trabalho seja bem executado neste período.

“Nós não queremos uma maquiagem no processo pra voltarmos daqui a três ou quatro anos e para rediscutir o tema. Até penso que temos uma necessidade de rapidez, pois nós não podemos estar o ano todo com os olhos do Brasil voltados somente para essa questão”, disse.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), acha o tempo curto e diz que a bancada ruralista vai sugerir ajustes no texto para beneficiar os trabalhadores rurais.

“O governo pretende primeiro aprovar pra depois debater. Nós temos que segurar isso na velocidade que seja coerente e tenha uma aprovação, mas que, acima de tudo, segurar isso na velocidade que seja coerente e tenha uma aprovação, mas que, acima de tudo, tenha um debate profundo onde não possa machucar, principalmente, aqueles menos favorecidos, aqueles que mais precisam da previdência”, disse.

Uma das propostas de emenda da bancada ruralista é reduzir o tempo de contribuição e a idade mínima de aposentadoria do segurado especial rural, aquele que, hoje, se aposenta com um salário mínimo e 15 anos de comprovação da atividade. Mulheres aos 55 anos e homens, aos 60. O governo, no entanto, quer igualar 65 anos, mais 25 de contribuição para todos os beneficiários.

A sugestão é do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), que propõe manter as idades de 55 e 60 anos, mas torna obrigatória a contribuição por pelo menos 15 anos.

“A nossa justificativa é que o trabalhador rural é exposto a muitas intempéries, com sol e chuva e o seu trabalho é muito mais desgastante, tendo uma expectativa menor. Então, nós queremos que continue diferenciando o agricultor, o trabalhador rural”, disse o parlamentar.