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Sidrolandia

Segundo sindicato, falta de colete à viatura para policiais federais em MS

Campo Grande News

18 de Abril de 2011 - 14:08

Com o contingenciamento de recursos da União, falta de colete balístico à viatura para a PF (Polícia Federal) em Mato Grosso do Sul. Porta de entrada de armas e drogas, Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, retrata a situação de penúria, com viaturas paradas por falta de manutenção, racionamento de combustível e redução no efetivo.

Reportagem do jornal Folha de São Paulo relata compra de combustível fiado. De acordo com o presidente do Sinpef/MS (Sindicato dos Policiais Federais), Jorge Caldas da Silva, os problemas não param por ai.

“Já pedimos a construção de novas delegacias em Ponta Porã e Corumbá. Elas estão sucateadas e impróprias”, enfatiza. Em Ponta Porã, conforme a PF, já há um terreno destinado para a construção do novo prédio. Mas a nova delegacia não é prioridade para o governo federal.

“No ano passado, um preso se suicidou e parte da custódia ficou reduzida. Agora tem só uma cela”, salienta.

Os cortes nos gastos afetam as operações. Segundo Jorge Caldas, faltam coletes à prova de balas. “Os coletes vencidos foram recolhidos. Sem a reposição, faltam coletes para uma grande operação”, afirma. No Ministério da Justiça, com orçamento previsto de R$ 4,2 bilhões para 2011, o corte foi de R$ 1,5 bilhão.

O enxugamento de gastos também chegou às diárias, reduzindo o número de policiais que reforçavam o efetivo da PF em Mato Grosso do Sul. De acordo com o sindicato, as Delegacias de Polícia Federal do interior - Corumbá, Tres Lagoas, Naviraí, Ponta Porã e Dourados - tem entre 32 a 39 policiais lotados

Para Jorge Caldas, o governo federal não tem recursos para manter a PF e a Força Nacional. “Não tem orçamento para manter duas polícias. Nada contra a Força Nacional. Mas o orçamento [do governo federal] não corresponde ao que seria necessário”, avalia.

Rota - Das 17 cidades que são rota para entrada de armas e drogas em território brasileiro, sete estão localizadas em Mato Grosso do Sul. O levantamento, foi feito pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Violência Urbana, realizada pela Câmara Federal.

No Estado, que faz fronteira com Bolívia e Paraguai, as “portas de entrada” são os municípios de Bela Vista, Paranhos, Ponta Porã, Sete Quedas, Corumbá, Coronel Sapucaia e Mundo Novo.