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Sidrolandia

Sem acordo, servidores do Judiciário decidem por greve a partir do dia 11

Na pauta de reivindicações dos grevistas estão o pagamento do adicional por tempo de serviço, queixas sobre desvio de função e pedido de reajuste do auxílio-alimentação

Flávio Paes/Região News

04 de Julho de 2013 - 07:55

Os servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul poderão entrar em greve a partir da próxima  quinta-feira, dia 11, daqui uma semana. O indicativo de greve foi aprovado ontem pelo Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul (Sindijus) depois que fracassou a tentativa de acordo com o presidente do Tribunal de Justiça. O desembargador Joenildo de Souza Chaves não quis receber representantes dos servidores que fizeram manifestação na Capital, encerrada com uma concentração em frente do Tribunal no Parque dos Poderes. 

De acordo com o vice-presidente do Sindijus, Dionísio Gomes, cada comarca fará uma assembleia para confirmar a paralisação e tem até a próxima terça-feira (9) para comunicar o resultado ao sindicato.  O Judiciário tem 3,3 mil servidores que nesta quarta-feira paralisaram suas atividades em alguns municípios. Foram locaram ônibus e pelo menos 350 funcionários estiveram na Capital para se manifestar.

Na expectativa de conseguir uma audiência com o presidente do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), desembargador Joenildo de Souza Chaves, a categoria passou à tarde em frente ao TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), no Parque dos Poderes, mas não foram recebidos. Eles formaram uma comissão e pediram reunião com o presidente, mas foram informados que Joenildo havia saído para uma reunião que estava marcada antes do protesto.

Na pauta de reivindicações dos grevistas estão o pagamento do adicional por tempo de serviço, queixas sobre desvio de função e pedido de reajuste do auxílio-alimentação. De acordo com o Sindicato, os servidores brigam na Justiça desde 1999 pelo direito ao adicional, que deve ser pago a 1,4 mil servidores, em valores retroativos que vão de R$ 8 mil a R$ 40 mil por servidor.

Quanto ao auxílio-alimentação, os servidores querem que o valor chegue ao menos R$ 680. Atualmente, eles recebem R$ 412. No final do mês passado, foi publicado no Diário Oficial da Justiça os novos valores do benefício. A partir de julho, o valor será de R$ 475,17. Em agosto, o valor será aumentado para R$ 522,69, mas não é o suficiente para a categoria.

Durante manifestação em frente do TJ, os funcionários distribuíram coxinhas para protestar contra “vale caviar” dos magistrados. “Distribuímos os salgados para mostrar que os magistrados ganham 'vale caviar' e os funcionários recebem vale coxinha”, disse o presidente do Sindijus (Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul), Clodoir Fernandes Vargas. A categoria questiona o fato dos magistrados aposentados receberem R$ 1,2 mil de vale, enquanto eles ganham auxílio de R$ 475. Valor que de acordo com o sindicato deve passar para R$ 522 a partir de agosto.

Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, a comarca de Campo Grande funcionou normalmente, já Dourados e Três Lagoas tiveram maior adesão, mas nenhuma comarca fechou. Ainda conforme o órgão, nas demais comarcas 90% do efetivo trabalhou normalmente. Na Capital, todos os cartórios estavam abertos e atendendo normal, no entanto a Vara da Infância e da Juventude atendeu apenas aos casos de urgência. (Com informações Campo Grande News)