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Sidrolandia

Sem mandato, separado após 22 anos de casamento, Vadinho à procura de um novo amor e de outro partido

Para o assentado do Geraldo Garcia, 2017 certamente será um ano de novos desafios.

Flávio Paes/Região News

14 de Dezembro de 2016 - 13:51

Falem bem ou mal, só há um sentimento que o vereador Edvaldo dos Santos não desperta nas pessoas, é o da indiferença. Evangélico, num português que nem sempre faz jus às regras do idioma, Vadinho, tem boa oratória que seduz muita gente.

Para o assentado do Geraldo Garcia, 2017 certamente será um ano de novos desafios. Sem mandato, depois de não conseguir sequer ser candidato à reeleição, após ter as contas rejeitadas pela Justiça Eleitoral da sua candidatura a deputado estadual em 2014, Vadinho agora é mais um solteiro na praça.

Depois de 22 anos de casamento, cinco filhos, a esposa Zolene Mota Silva, pediu separação e ele pelo visto se recuperou rapidamente do trauma: está aberto a novos relacionamentos e tornou isto publicou. Pelo seu facebook, comunicou as possíveis interessadas, estar disponível para novas experiências amorosas.

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Vadinho garante que não é para as pessoas levarem tão a sério assim, teria feito esta postagem como brincadeira, mas de fato, confirma ser hoje um homem livre. Não só sentimentalmente, mas também no campo político.

Depois de uma longa trajetória no PT, onde ingressou quando era acampado, entrou no PDT ano passado, mas avalia a possibilidade de ingressar numa legenda menor, onde sua palavra tenha mais peso. “Vou continuar fazendo política, isto é certo”.

Nos últimos quatro anos a trajetória de Vadinho tem sido marcada por polêmicas, tanto como político, quanto pessoal. Se elegeu vereador (com 620 votos) ao lado de Sérgio Bolzan, abrindo dissidência com a direção local do PT que aprovou aliança com o PMDB, apoiando o candidato do PSDB, justamente o adversário histórico petista no âmbito nacional e ainda mais, tendo como candidato um grande produtor rural, justo um assentado.

Na Câmara teve uma posição camaleônica, foi de um extremo a outro: em 2013, primeiro ano de mandato, ocupou a liderança do Governo. No ano seguinte, transformou-se numa voz estridente de oposição. No PDT, em 2015, oscilava entre apoio e criticas a administração municipal.

Na vida pessoal não faltaram polêmicas. Em maio de 2014 veio a público que até maio daquele ano, sua agora ex-esposa, era beneficiada com repasses mensais de R$ 226,00 do bolsa família, embora desde sua posse como vereador, recebesse R$ 6 mil de salário, um vencimento incompatível com os beneficiários dos programas de transferências de renda, voltado a quem está na linha de miséria da pirâmide salarial.

Esteve na iminência de ser denunciado por assédio sexual a uma adolescente, depois de ser denunciado pelos pais da garota que o acusaram com base em “prints” do facebook com diálogos sugerindo uma tentativa de sedução. Ele se defendeu alegando que seu celular havia sido roubado e um terceiro enviou mensagens para a garota em nome.