Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Segunda, 25 de Outubro de 2021

Sidrolandia

Servidores decidem em assembleia cobrar reajuste salarial de 12% da Prefeitura

Flavio Paes /Região News

15 de Agosto de 2013 - 06:35

Reunidos nesta quarta-feira à noite no plenário da Câmara Municipal de Sidrolândia em assembleia, os servidores públicos aprovaram a proposta salarial que vão apresentar na próxima semana ao prefeito Ari Basso: vão reivindicar um reajuste de 12%, percentual um pouco acima da inflação acumulada nos últimos dois anos que foi de 11,81%.

Maio é a data-base da categoria, definida pela lei complementar 07 de 15 de outubro de 2004, sancionada pelo então prefeito Enelvo Felini. Na assembleia, que reuniu aproximadamente 200 funcionários, ficou evidente uma posição de consenso: a categoria não vai renunciar a cobrança de reajuste, mesmo diante dos argumentos da administração municipal sobre as dificuldades financeiras enfrentadas pela prefeitura.

“Cabe ao prefeito tomar as medidas necessárias para ajustar as contas, cortando outros gastos, cancelando contratos”, destacou o presidente do Sindicato, Idemar  Marcos, que embora tenha apoiado a candidatura Ari Basso na eleição suplementar, garantiu sua independência na condução das negociações salariais. “Vocês podem ter certeza, que o Sindicato vai estar ao lado do servidor”, comentou.

O vereador petista Sérgio Bolzan, que também é sindicalista, embora da base do Governo na Câmara, defende a concessão de reajuste salarial retroativo a maio, pelo menos igual ao aumento do salário mínimo, em torno de 7%.  Os funcionários justificam o pedido de 12%, sob o argumento de que o último reajuste da categoria foi em 2011. Ano passado, foi implantado o plano de cargos e carreira que não teria trazido ganho salarial para servidores com menores vencimentos, incluindo garis, auxiliar de serviços gerais, vigias.  

O prefeito Ari Basso, que conseguiu  uma trégua de três meses dos funcionários (o reajuste deveria ter sido concedido em maio), já aceitou a ideia de conceder algum aumento salarial, mas condicionou a novos cortes de gastos, com novas demissões de funcionários contratados.