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Sidrolandia

Sidrolândia amplia capacidade de armazenagem e receberá fábrica de macarrão e torrefação de café

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Di Cezar, já na próxima safra de verão estará em funcionamento a fábrica de adubos organomineral da Solos Fertilizantes.

Flávio Paes/Região News

29 de Julho de 2013 - 07:35

Sidrolândia já recebe e ainda neste ano começará ganhar novos investimentos que darão suporte ao setor agrícola com a ampliação da sua atual atuação capacidade de armazenagem (400 mil toneladas), a instalação de fábricas de adubo orgânico; macarrão; moagem e torrefação de café; fecularia e uma metalúrgica especializada em esquadrilhas metálicas.

Está em fase de teste a Rio Pardo Bioenergia, uma esmagadora de soja que vai atuar num segmento novo e de alta rentabilidade, a produção de biodiesel (bioquerosone) para ser adicionada na querosene de avião e de farelo com alta concentração de proteína destinado a alimentação de peixe e porco.

Foram investidos R$ 22 milhões na indústria com capacidade para esmagar 1.200 toneladas por dia. O maior investimento em andamento é o da Cooperativa Agroindustrial LAR, que hoje está funcionando nas antigas instalações da Cooagri, que estão em processo de liquidação judicial, numa área residencial na Rua Generoso Ponce, no Bairro São Bento.

Estão sendo investidos R$ 20 milhões na construção do complexo de armazenagem, que terá o setor administrativo, uma loja de venda de insumos de 670 metros quadrados. Serão dois silos, cada um com capacidade para 167 mil sacas; um armazém em condições de estocar 800 mil sacas; dois silos pulmões de 15 mil sacas cada um, além da capacidade de receber 50  mil sacas por diaa. A capacidade de estocagem da LAR vai pular de 40 para 70 mil toneladas. 

Ao lado do complexo da LAR, na saída para Maracaju, Carlos Stefanello está construindo dois silos (cada um com capacidade para 92 mil sacas) e um secador para 50 mil sacas.  A Meta Armazém Gerais construiu mais dois silos que ampliaram de 370 mil sacas para 496 mil sacas sua capacidade de armazenagem. 

Na saída para Campo Grande, o empresário Algacir de Abreu conclui o acabamento da construção de silos que já estão recebendo 70 mil sacas. O produtor Luiz Carlos Freitas, numa área próxima a Seara, planeja investir R$ 4 milhões em outro complexo de armazenagem.

Foto: Natalício Mello/Região News

Sidrolândia amplia capacidade de armazenagem e receberá fábrica de macarrão e torrefação de café

Di Cezar durante entrevista ao jornal eletrônico Região News

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Di Cezar, já na próxima safra de verão estará em funcionamento a fábrica de adubos organomineral da Solos Fertilizantes, um investimento de R$ 4,5 milhões numa área de 2 hectares (doada pela Prefeitura) próxima ao lixão.

Os equipamentos estão em fase de instalação nos barracos que terão 3 mil metros quadrados de área construída. A fábrica usa cama de frango, abundante nos aviários do município. Os fertilizantes com esta formulação são 20% mais baratos que os adubos químicos e oferecem os mesmos resultados.

A torrefadora de café já tem incentivos fiscais aprovados pelo Governo e embora não dependa da produção local (terá capacidade de industrializar 7 mil quilos por dia), pode estimular a cafeicultura em Sidrolândia.  Hoje haveria em torno de 100 hectares de café cultivados no município. “É uma cultura rentável que poderia ser explorada pelos assentados”, afirma Di Cezar.

A fábrica de macarrão vai se instalar provisoriamente nos antigos armazéns existentes nas proximidades do Hospital Elmiria Silvério Barbosa, pertencentes a Eduardo Terra e a metalúrgica funcionará nas antigas instalações de uma oficina ao lado do prédio que abrigava a Pitu Eventos.

Nesta semana deve vir a Sidrolândia o empresário João Ramos, dono de fecularias na região de Ivinhema.  A prefeitura está tentando convencê-lo a instalar uma unidade no município, de onde compra a produção de 300 hectares cultivados por assentados. Um hectare de mandioca pode render até R$ 12 mil.