Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Sábado, 23 de Janeiro de 2021

Sidrolandia

Superintendente fica dois dias no Eldorado e prepara vinda do presidente do Incra dia 27

Em junho passado, Guedes veio inaugurar oficialmente o escritório local do Incra que está em funcionamento há mais de um anos

Flávio Paes/Região News

12 de Setembro de 2014 - 08:24

O superintendente Regional do Incra em Mato Grosso do Sul, Celso Cestari, hoje (sexta-feira), e amanhã (sábado),vai percorrer os diferentes núcleos do Assentamento Eldorado, para segundo sua assessoria, levantar os problemas e dificuldades das famílias, numa preparação para a vinda no próximo dia 27, do presidente nacional da autarquia, Carlos Guedes. Ele voltará a Sidrolândia três meses depois da sua última visita a cidade e à uma semana da eleição presidencial.

Desta vez está programada  a entrega de aproximadamente 500 (Declarações de Aptidão do Produtor), beneficiando famílias do Eldorado e do Assentamento Santa Mônica, em Terenos.  Com o DAP, estes assentados, enfim, terão acesso aos recursos do Pronaf, aproximadamente R$ 21 mil.

Em junho passado, Guedes veio inaugurar oficialmente o escritório local do Incra que está em funcionamento há mais de um ano, fez um ato público em que anunciou medidas já conhecidas (como a renegociação das dívidas de Pronaf) mas não respondeu a principal reivindicação das famílias e dos movimentos sociais: quando serão liberados recursos para investimentos, como a abertura e conservação de 782 quilômetros de estradas vicinais, que conforme cálculos da Prefeitura, exigiria pelo menos  R$ 27 milhões em investimentos.

Outra reivindicação que ficou sem resposta foi a cobrança da compra ou desapropriação de novas áreas para contemplar as quase 5 mil famílias que estariam na fila de espera da reforma agrária. As reclamações do Eldorado são praticamente as mesmas destes que as famílias entraram na área há sete anos.

Nem todas as casas foram concluídas por causa de problemas na entrega de materiais; o programa Minha Casa, Minha Vida Rural, lançado ano passado, até agora não saiu do papel e pelo menos 500 lotes estão abandonados ou os beneficiários venderam. Muitos destes assentados que estão ocupando irregularmente, tornaram os lotes produtivos.

É o caso de Fábio José Augusto, que há quatro anos “comprou" os direitos de um lote no Alambari Fetagri e hoje entrega em média 200 caixas de verduras para mercados em Campo Grande. "Espero que o Incra me autorize a ficar. Gastei tudo o que tinha aqui", assegura.