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Sidrolandia

Suposta amante e noiva de Bruno devem depor nesta sexta

Polícia quer saber se noiva de Bruno se encontrou com Fernanda na mansão do goleiro na véspera do desaparecimento de Eliza

O Dia

16 de Julho de 2010 - 09:38

A dentista Ingrid Oliveira, noiva de Bruno, e a loura Fernanda Gomes de Castro, 32 anos, amante do goleiro, poderão se encontrar na manhã desta sexta-feira. Intimadas a prestar depoimento no inquérito que apura o desaparecimento de Eliza Samudio, as duas foram convocadas a comparecer à Polinter do Andaraí, zona norte do Rio. O pedido para que elas fossem ouvidas partiu da Delegacia de Homicídios de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Os depoimentos estão marcados para as 10h e 11h.

Um dos pontos que a polícia pretende esclarecer é se Ingrid e Fernanda se encontraram na mansão do ex-goleiro do Flamengo, no Recreio dos Bandeirantes, no dia 3, véspera do sequestro de Eliza. De acordo com as investigações, Fernanda também esteve na casa do jogador nos primeiros dias do sequestro de Eliza. Como consta no registro de entrada e saída de carros, a loura entrou duas vezes no condomínio do Recreio dos Bandeirantes, em seu Gol vermelho, nos dias 4 e 5 de junho.

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Além disso, em seus depoimentos, o menor que denunciou parte do suposto assassinato de Eliza contou que, depois de buscar Eliza no Hotel Transamérica, na Barra da Tijuca, junto com Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, levou a estudante até uma casa no Recreio onde estava Fernanda. A intimação à moça foi entregue na casa dos pais dela, no Conjunto Cesarão, em Santa Cruz.

A polícia também espera uma carta enviada à Rede Record em que uma suposta testemunha fala do crime. A carta diz que Eliza teria sido levada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos e sua mulher, identificada como Maria Cláudia, na mala de um carro verde importado. Eliza estaria sem dentes, muito magra e com peruca loura para disfarçar a aparência.

No texto, a testemunha afirma ainda que Bola tem ligações com a polícia e que era avisado sobre as diligências dos investigadores, para poder mudar de endereço e se esconder.

Noiva se sente humilhada, mas confia em Bruno
Magoada com o aparecimento da amante de Bruno e assustada com as acusações do crime bárbaro que o levaram para trás das grades, a dentista Ingrid Oliveira, 24 anos, diz que não vai visitá-lo na cadeia. Ela confirma que o ex-capitão rubro negro viajou para Minas Gerais depois de um jogo no Macaranã, no dia 5 de junho, mas acredita na inocência do dele.

Para ela, Bruno seria incapaz de mandar matar Eliza, com quem se envolveu quando Ingrid se recuperava de uma cirurgia. Ela diz que se sente humilhada, que ora por Bruno, mas que também quer Justiça. "Não acredito nisso, mas se algo for provado contra o Bruno, ele vai viver a vida dele e eu, a minha. Todo mundo tem direito à vida. Nada justifica a morte de alguém", afirma.

O caso
Eliza desapareceu no dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno.

No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estava lá. A atual mulher do goleiro, Dayane Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Por ter mentido à polícia, Dayane Souza foi presa. Contudo, após conseguir um alvará, foi colocada em liberdade. O bebê foi entregue ao avô materno.

Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em depoimento, admitiu participação no crime. Segundo o delegado-geral do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) de Minas Gerais, Edson Moreira, o menor apreendido relatou que o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, estrangulou Eliza até a morte e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães. Segundo o delegado, no dia do crime, o goleiro saiu do sítio com Eliza e voltou sem ela, o que indicaria que o goleiro presenciou a ação.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Os três negam participação no desaparecimento. A versão do goleiro e da mulher é de que Eliza abandonou o filho. No dia 8, a avó materna obteve a guarda judicial da criança.