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Sidrolandia

Taxa de mulheres empregadas melhora em MS, mas desigualdade de gênero continua

O estudo ainda revela que do rendimento sul-mato-grossense 80,7% vem de quem trabalha, 13,2% de aposentadoria e 6,1% de outras fontes.

Midiamax

04 de Dezembro de 2015 - 16:47

A cada ano o número de mulheres empregadas aumenta em Mato Grosso do Sul. Em 2014 eram 609 mil mulheres no mercado de trabalho, melhora de 7,2% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No entanto, a desigualdade de gênero continua, o salário ganho por elas ainda é menor que o dos homens e a jornada de afazeres domésticas maior.

De todas as pessoas que trabalham no Estado, 64,1% são homens e 55,5% mulheres. Os homens, com mais de 16 anos trabalhando, eram 775 mil. Em 2013 eram 758 mil homens e 568 mil mulheres.

Outra dado preocupante que revela a desigualdade de gênero é o salário. Os homens que trabalhavam em 2014 ganhavam em média R$ 2.165, e as mulheres apenas R$ 1.434. No geral, o rendimento médio dos sul-mato-grossense foi de R$ 1.385 em 2014, 5% a mais que no ano anterior, R$ 1.322. Em uma década o salário do sul-mato-grossense subiu 83%.

O estudo ainda revela que do rendimento sul-mato-grossense 80,7% vem de quem trabalha, 13,2% de aposentadoria e 6,1% de outras fontes.

As mulheres são quem mais gasta tempo com os afazeres domésticos. Em média, as mulheres tem uma jornada de 20,1 horas por semana e os homens 10,5 horas.

Aspectos demográficos

Mato Grosso do Sul tem 2,6 milhões de habitantes, 49,4% homens e 50,6% mulheres. São 52% declarados de cor preta ou parda e 46,4% branca.

A taxa de fecundidade sul-mato-grossense foi de 1,89 filho em 2014. A maior taxa de fecundidade das mulheres está no grupo de 20 a 24 anos.