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Sidrolandia

Terceirização já atinge 10% indústrias de alimentos do MS

A denúncia é de Rinaldo Salomão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Campo Grande e Região – STIAACG.

Assessoria

22 de Agosto de 2013 - 09:40

Mais de 4 mil trabalhadores na indústria de alimentação já estão atuando por intermédio da terceirização, ou seja, com vínculos empregatícios com empresas, cooperativas e até de sindicatos, que deveriam somar forças com o movimento (sindical) nacional que luta contra a implantação desse sistema. A denúncia é de Rinaldo Salomão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Campo Grande e Região – STIAACG.

“Infelizmente existem sindicalistas, colegas nossos, que deveriam lutar contra, estão incentivando esse modelo que é prejudicial aos trabalhadores sul-mato-grossenses e brasileiros de maneira geral”, critica o sindicalista.

Ele disse que hoje, pelo menos 10% dos 40 mil trabalhadores desse setor (indústria de alimentação) já são contratados de maneira terceirizada. “Precisamos dar um basta nisso, pois é prejudicial ao trabalhador, que certamente terá seus vencimentos reduzidos por conta disso. Afinal, como vai sobreviver a empresa ou entidade que intermediar suas atividades profissionais?” questiona Rinaldo que pede o empenho das centrais sindicais, que estão encabeçando a luta contra a aprovação do PL 4.330/04, que regulamenta a terceirização no Brasil, para que pressionem essas entidades sindicais que estão “remando contra a maré de interesses da classe trabalhadora brasileira”, afirma.

Pressão sindical - O adiamento da votação da PL 4.330/04, em meados de agosto, se deu por duas razões básicas. A primeira é que não houve acordo para votação, segundo o deputado Vicentinho (PT-SP). E a segunda foi em razão da pressão sindical na Comissão da Câmara.

O movimento sindical compareceu, se fez presente, mostrou a cara e disse em voz uníssona que é contrário ao texto tal como está redigido pelo deputado relator. Seu conteúdo não pretende regulamentar a terceirização, como propalam os empresários.

“O que faz, isso sim, é uma reforma trabalhista, que inverte a lógica do Direito do Trabalho. A mudança dá proteção aos empresários e transfere o ônus do negócio aos empregados. Elimina direitos trabalhistas sem mexer numa vírgula da CLT ou da Constituição Federal”, denuncia Silvia Barbara, que é dirigente sindical da Federação dos Professores do estado São Paulo (Fepesp), em artigo intitulado Reforma trabalhista desonesta.

A batalha está em curso, mas a pressão dos trabalhadores deve aumentar para, se não for possível derrotar o texto de Arthur Maia, pelo menos modificá-lo de modo a torná-lo equilibrado para as partes que negociam – trabalhadores e patrões – pois tal como está formulado só interessa aos empregadores.