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Sidrolandia

UFMS define calendário e ano letivo de 2012 acaba em março de 2013

As atividades acadêmicas em sala tinham sido suspensas em 21 de junho por conta da greve dos professores

G1 MS

19 de Setembro de 2012 - 08:13

As aulas na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) devem recomeçar na quinta-feira (20), de acordo com calendário de reposição divulgado ontem terça-feira (18) pela instituição. As atividades acadêmicas em sala tinham sido suspensas em 21 de junho por conta da greve dos professores, que terminou na última sexta-feira (14). Por isso, a universidade informou que o calendário só deve voltar ao normal no primeiro semestre de 2014.

Segundo a UFMS, o primeiro semestre de 2012 será concluído em 18 dias letivos. Com isso, as aulas deste período terminam em 10 de outubro. Conforme a instituição, os acadêmicos devem fazer a rematrícula on-line para o segundo semestre nos dias 16 e 17 de outubro e confirmá-la pessoalmente nos dois dias seguintes – 18 e 19.

O recomeço das aulas está marcado para 22 de outubro e, para não atrasar ainda mais o fechamento do ano, não haverá férias, mas apenas um recesso entre 23 de dezembro e 6 de janeiro de 2013.

Os alunos devem ter aulas também aos sábados para cumprir toda a carga horária.

Ainda conforme a UFMS, o ano letivo de 2012 deve terminar em 16 de março de 2013 em todos os campi. Não há definição de datas para o recomeço das aulas após esse período.

Exceções
Os campi de Chapadão do Sul, Naviraí, Nova Andradina e Ponta Porã não seguirão este calendário, pois, de acordo com a UFMS, as turmas concluíram o semestre antes de paralisar. Nestes locais, o período de rematrícula on-line para o segundo semestre será nos dias 24 e 25 de setembro; a confirmação presencial deve ser feita nos dias 27 e 28; e o início do segundo semestre será em 1° de outubro. Apenas o fim do ano letivo será o mesmo do calendário oficial.

Reclamação também da acadêmica de biologia Camile dos Santos de Souza, 18 anos. “É muito tempo e só vai parar para as festas de fim de ano. Os alunos que não moram aqui e que vão para a cidade natal passar Natal e Ano Novo, por exemplo, não vão poder aproveitar direito. É o jeito, desistir a gente não pode. Acho que não teria outra alternativa, porque ficamos mais de 90 dias sem aula”.

Eduardo Ribeiro Machado, 23 anos, está quase terminando o curso de música e lamenta a demora para o término do ano letivo. “É isso que a gente tem que enfrentar. Só esperava que a reposição do primeiro semestre terminasse em setembro, que o segundo semestre começasse no início de outubro e que o ano terminasse em fevereiro. Se o outro ano começar só em abril, vai atrasar demais”, reclama.

Ao contrário dos outros acadêmicos, Flávio Alves da Silva, 26 anos, que cursa o 2º ano de Economia, classifica o tempo de reposição como suficiente. “Acho que satisfaz o período que ficou parado. Lógico que o conteúdo vai ficar bem mais puxado, porque o tempo vai ser curto”, afirma.