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Sidrolandia

Vereadores e direção do hospital vão definir nesta quarta-feira destinação a R$ 1,2 milhão

A reunião contará com a presença da engenharia responsável pelo projeto que teve de ser refeito porque não haverá mais contrapartida estadual de R$ 500 mil.

Flávio Paes/Região News

11 de Março de 2014 - 15:00

O presidente da entidade mantenedora do Hospital Elmiria Silvério Barbosa, Jair do Nascimento e os vereadores da bancada do Solidariedade vão se reunir nesta quarta-feira às 15 horas para definir a destinação dos recursos da emenda parlamentar do deputado Geraldo Resende, no valor de R$ 1,2 milhão. A reunião contará com a presença da engenharia responsável pelo projeto que teve de ser refeito porque não haverá mais contrapartida estadual de R$ 500 mil.

O recurso do Ministério da Saúde será liberado diretamente para o hospital e mesmo com a ajuda financeira estadual seria insuficiente para a construção dos 1.070 metros da maternidade e da pediatria idealizadas pelos médicos-vereadores Mauricio Anache e Jurandir Cândido. O cálculo inicial é de que com R$ 2 milhões seria possível tirar o projeto do papel, tomando como referência um custo médio de R$ 2 mil por metro quadrado.

Este cálculo foi contestado por uma arquiteta da Agesul que esteve em Sidrolândia para avaliar o projeto, sob análise da Vigilância Sanitária desde o dia 20 de dezembro do ano passado. Ela projeta um custo de R$ 3 mil por metro quadrado, elevando para mais de R$ 3 milhões a obra. O dinheiro da emenda seria suficiente para construir 400 metros quadrados.

Outra questão ainda em aberto e se o Ministério da Saúde ainda tem dotação orçamentária para construção, reforma e ampliação. A emenda de R$ 500 mil do deputado Fábio Trad, inicialmente destinada a reforma do ambulatório do hospital, terá de ser destinada à compra de equipamento porque o Ministério alegou falta de dotação.

O vereador David Olindo tem criticado o que ele chama de “má vontade da Prefeitura” com o projeto porque ele foi viabilizado pela bancada do SDD, que faz oposição ao prefeito. “Deve-se por isto que a Vigilância Sanitária está desde dezembro avaliando o projeto e recomendou 58 alterações no projeto”, avalia.

O Conselho Municipal de Saúde e a própria direção do hospital preferem um projeto mais modesto. Ao invés da construção de mais 32 leitos, preferem reformar e construir mais 20 leitos, adequando o hospital a exigência de dispor até dezembro deste, 50 leitos.  Outra alegação é que faltava indicar a origem dos recursos para compra de equipamento; situação equacionada com os R$ 500 mil da emenda Fábio Trad.