Estiagem e redução de área plantada podem quebrar safra do milho em MS

A estimativa é que sejam colhidas 69 sacas de milho por hectare, totalizando 7,038 milhões de toneladas, em área de 1,7 milhão de hectares.

Colheita ja começou em algumas regiões do estado. Produtividade deve ser inferior em relação à safra passada. - Foto: Divulgação/Aprosoja

A escassez de chuvas entre os meses de março e abril pode fazer com que a produção de milho em Mato Grosso do Sul encolha 28,27% neste ano, em relação à safra passada. Com a estiagem, justamente no período de desenvolvimento da planta, aliado à redução na área cultivada, a projeção é de uma colheita de 7 milhões de toneladas, contra o recorde de 9,8 milhões de toneladas na safra 2016/2017.

Os dados constam no Relatório de Acompanhamento de Safras do Projeto Siga (Sistema de Informações Geográficas), serviço disponibilizado pela Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), em parceria com a Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja de MS) e o Sistema Famasul.

A estimativa é que sejam colhidas 69 sacas de milho por hectare, totalizando 7,038 milhões de toneladas, em área de 1,7 milhão de hectares. Na safra anterior, com chuvas regulares, a produtividade atingiu 88,3 sacas por hectare, batendo o recorde do estado de 9,8 milhões de toneladas em 1,8 milhão de hectares.

Em alguns municípios mais afetados pela estiagem, como Amambai, a quebra pode chegar a 40%.

Conforme o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) o índice acumulado de chuvas em abril do ano passado foi de 2.987 milímetros em todo estado, contra 972,6 deste ano.

Outro problema foi o plantio tardio da cultura por conta do adiamento da colheita da soja, dessa vez por excesso de chuvas, o que obrigou os produtores a plantar o milho em datas diferentes.

“Se a produção reduziu, o produtor pode ter a boa surpresa de não sofrer impacto no faturamento. Isso porque o milho apresenta forte valorização nos últimos meses, puxada pela quebra na safra argentina e pelo desempenho abaixo do esperado na região Sul e Goiás”, comunicou a Semagro.

A saca de 60 quilos, que foi negociada entre R$ 18,00 e R$ 20,00 na safra passada, está cotada a R$ 34,00 nesta safra - alta de 47% , que pode compensar a quebra na produtividade.