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Noticia de: 20 de Março de 2017 - 14:16

Metade dos alunos estudaram menos de 80% do conteúdo esperado em 2015

Dados se referem ao 5º e ao 9º ano do fundamental, segundo respostas dos próprios professores no questionário da Prova Brasil de 2015, divulgado nesta segunda no site QEdu.






 

Em 2015, 49% dos estudantes de 5º e 9º ano do ensino fundamental não aprenderam pelo menos 20% do conteúdo previsto para esse ano escolar, segundo dados da Prova Brasil divulgados nesta segunda-feira (20) no site QEdu, uma instituição voltada à divulgação de dados em educação.

Os dados saíram dos questionários aplicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ao alunos, professores, diretores de escolas durante a aplicação da prova de 2015. Os microdados das respostas foram publicados pelo Inep no ano passado.

A Prova Brasil é aplicada uma vez a cada dois anos em escolas públicas urbanas e rurais do Brasil. Ela é usada para compor a nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Até 2015, participavam da prova censitária os estudantes do 5º e do 9º ano do ensino fundamental – no caso do 3º ano do ensino médio, a prova era aplicada no modelo de amostragem, mas, a partir de agora, ela incluirá todos os estudantes do 3º ano do ensino médio das escolas públicas e privadas.

Durante a aplicação da Prova Brasil, esses estudantes, seus professores e os diretores das escolas preenchem questionários com dezenas de perguntas socioeconômicas e relacionadas às práticas, percepções e expectativas sobre assuntos pedagógicos, estruturais e comportamentais.

Os dados dos questionários referentes à aplicação da Prova Brasil de 2015 foram tabulados pelo QEdu de acordo com a rede (federal, estadual e municipail) e série dos alunos e professores (5º ano e 9º ano).

Uma das perguntas feitas aos 262.417 professores participantes foi "Quanto do conteúdo previsto você conseguiu desenvolver com os alunos desta turma neste ano?". Considerando os professores de todas as redes e anos, 51% responderam que haviam conseguido ver 80% ou mais do conteúdo previsto, 38% disseram que conseguiram ensinar entre 60% e 80% do que era esperado, 9% trabalharam entre 40% e 60% do conteúdo, e 2% afirmaram terem conseguido mostrar aos alunos entre 20% e 40% do que estava previsto para o ano.

Isso quer dizer que uma em cada dez turmas estudou no máximo pouco mais de metade do conteúdo que deveria ter visto naquele ano. Um dos problemas do baixo aproveitamento pedagógico no ano letivo é que esses conteúdos são requisitos para outros conteúdos nos anos seguintes, e, quanto maior a defasagem do estudante, mais difícil é ajudá-lo a se recuperar.

Condições desiguais

Essa dificuldade também é apontada nos questionários. Quando a tabulação dos dados se limita apenas aos professores do 5º ano do fundamental, o número de professores que diz ter conseguido ver quase todo o conteúdo (pelo menos 80%) sobe de 51% para 55%. Já ao olhar apenas os dados dos professores do 9º ano, esse número cai para 45%.

As diferenças entre as redes também aparece nos dados: enquanto 51% dos professores de 5º e 9º ano das redes municipais e estaduais afirmaram que tiveram êxito na cobertura do currículo previsto para o ano, essa taxa sobe para 81% nas escolas federais, onde, em média, o orçamento é mais alto, os professores são mais qualificados e a alta demanda de alunos faz com que haja um vestibulinho para selecionar os melhores, o que também implica em um nível socioeconômico mais alto entre as famílias.

Em nota divulgada pelo QEdu, Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann, destacou a desigualdade de condições entre alunos com renda familiar diferente e diz que é preciso priorizar o atendimento aos estudantes que estão em condições mais desfavoráveis. Ele citou ainda quesitos como o acesso a recursos por parte dos professores, apontados tanto no questionário da Prova Brasil quanto nos do ograma Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês). "A falta de recursos pedagógicos, por exemplo, aparece em 64% das escolas que atendem alunos de nível socioeconômico muito baixo, enquanto é inferior a 50% entre os alunos de mais alto nível socioeconômico", afirmou ele, citando exemplos do Pisa, uma prova aplicada em dezenas de países (em 2016, os resultados mostraram que o Brasil teve queda de nota em todas as áreas avaliadas.

Problemas de aprendizagem

O impedimento de trabalhar com os alunos todo o conteúdo previsto no planejamento em sala de aula tem inúmeras causas, desde a ausência de formação continuada dos professores ao excesso de indisciplina dos alunos e até à falta de livros didáticos ou merenda para os alunos. O questionário da Prova Brasil traz uma série de perguntas feitas aos professores e diretores sobre itens que podem criar dificuldades aos professores na hora de executar esse planejamento.

Os professores foram perguntados se concordam ou não com uma lista de possíveis motivos para os problemas de aprendizagem dos estudantes. Entre os motivos que mais receberam concordância dos professores estão a falta de interesse ou acompanhamento dos pais, a falta de interesse dos alunos, o meio social em que o aluno vive (o nível socioeconômico) e o nível cultural dos pais. Esses quatro motivos tiveram a concordância de, respectivamente, 94%, 90%, 83% e 82% dos mais de 260 mil professores que preencheram o questionário.

De acordo com Ernesto Martins Faria, gerente de projetos da Fundação Lemann, essa parte do questionário não mostra muita variação nas respostas desde a edição 2009 da Prova Brasil, o que pode indicar uma fuga, por parte dos professores, da responsabilidade pelos problemas de aprendizage. "As escolas com bons resultados mostram que, por mais desafios que existam, gestores e professores devem se responsabilizar pelos resultados, não atribuindo fracassos às condições socioeconômicas dos estudantes". Faria diz que, considerando que no Brasil a maior parte dos pais têm baixa escolaridade, "as secretarias de educação do país e os gestores escolares precisam dar as condições e apoiar os professores para que voltem a acreditar" que são capazes de resolver esses problemas.

No questionário dos diretores, outras respostas apontaram problemas de infraestrutura e recurso: em 24% das escolas, foi reportado que os livros didáticos não chegaram em tempo hábil para o início das aulas. Em 44%, há dificuldade moderada ou alta de funcionamento por falta de recursos financeiros, em 13% das escolas, os diretores disseram não ter recursos para a merenda escolar.

Entre as perguntas, a Prova Brasil também quis saber sobre a adequação das estruturas e equipe das escolas para atender às crianças com necessidades especiais ou deficiência. Embora 91% das escolas terem pelo menos um aluno nesse condição, só em 8% das escolas públicas brasileiros os diretores disseram que há professores em número suficiente com formação específica para fazer esse atendimento.

Os diretores também mostraram que mais de dois terços das escolas públicas do país ainda descumprem a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e obrigam os estudantes a terem aulas de ensino religioso. De acordo com a legislação, esse ensino é facultativo. Porém, segundo 37% dos 52.341 diretores, todos os estudantes são obrigados a participar dessas aulas. A taxa, porém, caiu: em 2011, 49% das escolas públicas brasileiras tinha ensino religioso obrigatório.









G1


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