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BRASIL

Contrato aponta que Eduardo tinha poder sobre dinheiro do filme de Bolsonaro

PF investiga se filho do ex-presidente usou dinheiro de Vorcaro para viver nos Estados Unidos.

Midiamax

15 de Maio de 2026 - 16:41

Contrato aponta que Eduardo tinha poder sobre dinheiro do filme de Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução/TV Câmara)

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) assinou contrato do Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como produtor executivo. Além disso, tinha controle sobre os valores milionários que financiam a produção estadunidense sobre o próprio pai.

As constatações são comprovadas pelo Intercept, que publicou trechos do contrato firmado para produção do filme do ex-presidente da República. Conforme o Intercept Brasil, os registros contradizem as declarações de Eduardo Bolsonaro.

Isso porque em post nas redes sociais, o ex-deputado disse que não teve participação ativa no filme. “Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, publicou na quinta-feira (14).

Contudo, os trechos do contrato deixam o parlamentar cassado como peça-chave na produção. Assim, Eduardo teve poder na tomada de decisões práticas e financeiras.

De novembro de 2023, o contrato de produção foi assinado assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30 de janeiro de 2024. No documento, a empresa GoUp Entertainment, sediada nos Estados Unidos, atua como produtora.

Já Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), aparecem como líderes da produção-executiva. A função dá poder para lidar diretamente com orçamentos e financeiro do projeto.

Então, as funções foram definidas pelo documento, com autorização para a produtora e os produtores-executivos executarem atividades de desenvolvimento do projeto. Entre elas “envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme e preparação de informações e documentação para investidores e assistência na identificação de recursos de financiamento de filmes, incluindo créditos e incentivos fiscais, colocação de produtos e patrocínio”, citou o Intercept.

PF investiga se Eduardo se menteve nos EUA com dinheiro de Vorcaro

Após ter recebido representações de parlamentares, a Polícia Federal (PF) deve abrir uma investigação para apurar os acertos de pagamento entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e pré-candidato à Presidência da República.

Uma das linhas de apuração a ser verificada é se os recursos foram desviados para um fundo sediado no Texas ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e usado para custear a permanência dele no país, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) havia bloqueado contas e dificultado o recebimento de recursos nos EUA.

Essa suspeita foi lançada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), autor de uma das representações à PF pedindo apuração dos fatos.

Conforme diálogos revelados na quarta-feira pelo site Intercept e confirmados pelo Estadão, Flávio Bolsonaro pediu uma contribuição equivalente a US$ 24 milhões, sob o argumento de que os valores serviriam para patrocinar a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro. As informações constam em diálogos encontrados pela PF no celular de Vorcaro, que também apontam que foram efetivamente feitos pagamentos no valor de US$ 10 milhões.

A PF deve investigar o caminho do dinheiro e verificar se os recursos foram usados, de fato, para a produção do filme.