ECONOMIA
Agricultores de MS seguram o milho à espera de uma reação do mercado
Em Mato Grosso do Sul, apenas 75 mil toneladas serão compradas pela Conab pelo preço mínimo de R$ 17,67. O próximo leilão está marcado para o dia 20 de agosto
G1
13 de Agosto de 2014 - 10:31
A queda acentuada no preço
do milho é uma realidade na maioria das regiões produtoras. Em Mato Grosso do
Sul, os agricultores estão segurando parte da safra à espera de uma reação do
mercado.
A máquina novinha retira do campo a safra de milho, o começo de um longo
trabalho até concluir a colheita nos 2 mil hectares. Esta é a primeira vez que
o agricultor Algacir Batista usa a colheitadeira, que pagou R$ 840 mil. O
produtor esperava liquidar parte do financiamento com a venda dos grãos, mas
acabou surpreendido pela queda nas cotações.
A lavoura, que fica em Campo Grande, produziu bem, em média, 75 sacas por
hectare, mas como não está satisfeito com as ofertas do mercado, Algacir
decidiu segurar toda a produção. Eu acho que vou esperar até o final do ano,
vou ter que apelar para outras reservas que tenho para ver se o preço melhora,
diz.
Em outra fazenda em Campo Grande, o agricultor Celso Rotile negociou parte da
produção por um preço médio de R$ 18 a saca. Como não conseguiu oportunidades
melhores, deve guardar 35 mil sacas, o equivalente a metade da produção.
Por causa das baixas cotações os agricultores de Mato Grosso do Sul solicitaram
ao Ministério da Agricultura a inclusão do estado nos leilões do Pepro (Prêmio
de Equalização Pago ao Produtor), como forma de garantir o preço mínimo do
milho. O pedido foi feito para 2 milhões de toneladas.
A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) atendeu a solicitação, mas não na proporção que os produtores esperavam. Em Mato Grosso do Sul, apenas 75 mil toneladas serão compradas pela Conab pelo preço mínimo de R$ 17,67. O próximo leilão está marcado para o dia 20 de agosto. Agricultores de Goiás e de Mato Grosso também poderão participar.




