ECONOMIA
Alta de 45% na carne obriga família a buscar meios para manter churrasco
Para as carnes com corte de primeira, o filé mignon teve aumento de 42,08% em um ano, e de janeiro a novembro de 2015, houve acréscimo de 11,55%
Campo Grande News
12 de Dezembro de 2015 - 09:44
Mesmo com a arroba do boi gordo desvalorizada em Mato Grosso do Sul, o preço da carne bovina está até 45% mais caro neste fim de ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. Isso significa que o produto vai pesar mais no bolso das famílias que optam pelo churrasco nas festas de dezembro. Para economizar, o jeito é pesquisar preço, comprar nas promoções ou mesmo substituir.
Pesquisa realizada pelo Nepes (Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas) da Anhanguera Uniderp mostra que em um ano o quilo da costela ripa ficou 45,9% mais cara. Em novembro de 2014, o preço do corte custava R$ 8,86, subiu para R$ 9,28 em janeiro deste ano e fechou o mês de novembro custando R$ 12,94.
Aumento significativo também para o músculo que ficou 38,5% mais caro em 12 meses. De janeiro a novembro de 2015, o corte bovino encareceu 35,76% e em janeiro quando o músculo custava R$ 12,49 terminou novembro com preço de R$ 16,96.
Outro corte que está mais caro é o cupim com acréscimo no preço de 36,8%. O corte que em outubro custava R$ 20,25, era vendido por R$ 21,70. O Acém ou agulha ficou 28,78% mais caro em um ano. De janeiro a novembro de 2015, o corte de segunda encareceu 28,2%, sendo que no primeiro mês do ano, o quilo do acém era encontrado por R$ 12,19 e mês passado custava R$ 15,64.
Cortes de primeira Para as carnes com corte de primeira, o filé mignon teve aumento de 42,08% em um ano, e de janeiro a novembro de 2015, houve acréscimo de 11,55%. Em outubro, o preço do filé mignon estava R$ 32,70 e no mês passado, a carne era comercializada por R$ 34,95.
Para alcatra, de um ano para outro a variação é de 20,8% e o corte da carne foi comercializado em novembro por R$ 25,18. Em outubro, o valor era de R$ 23,34, aumento de 7,9%.
A picanha encareceu 17,7% em um ano. Se comparado de janeiro a novembro de 2015, a carne predileta dos brasileiros encareceu 13,8%.




