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ECONOMIA

Após 2 meses de retiradas, dólares voltam a entrar no país na parcial de agosto

Segundo o Banco Central, o ingresso de dólares ao longo deste mês supera em US$ 3,4 bilhões as retiradas.

G1

23 de Agosto de 2017 - 17:00

O Brasil registra mais entrada do que saída de dólares neste mês de agosto, informou nesta quarta-feira (23) o Banco Central. No acumulado do mês até a última sexta-feira (18), o saldo positivo é de US$ 3,43 bilhões.

Esse movimento registrado em agosto reverte o verificado em junho e julho, quando a retirada de dólares superou a entrada em US$ 4,3 bilhões e US$ 2,64 bilhões, respectivamente.

Já no acumulado deste ano, até a última sexta-feira (18), o ingresso de dólares superou as retiradas em US$ 8,26 bilhões. No mesmo período do ano passado, US$ 8,24 bilhões haviam sido retirados do Brasil.

Impacto no dólar

A entrada de dólares favorece, em tese, a queda da moeda em relação ao real. Isso porque, com mais dólares no mercado, seu preço tenderia a recuar.

Em agosto, porém, o dólar vem registrando queda. No fim de julho, a moeda norte-americana estava em R$ 3,11 e, nesta quarta-feira (23), por volta das 12h30, foi cotada a R$ 3,15.

Segundo analistas de mercado, além do fluxo de dólares, outros fatores influenciam a cotação da moeda, como o cenário político interno e externo e o processo gradual de alta dos juros nos EUA, que tende a atrair capital para aquela economia.

Nesta quarta-feira, o dólar lar opera em queda ante o real, devolvendo o avanço registrado no fechamento da véspera após o impasse sobre a medida provisória que cria a Taxa de Longo Prazo (TL), cuja votação deve ser retomada hoje e demandará atenção dos investidores, segundo a Reuters.

Interferência do BC

Outro fator que influencia a cotação do dólar são as operações de swap cambial, que funcionam como uma venda futura de dólares, ou de "swaps reversos", que funcionam como uma compra de dólares no mercado futuro.

Nestas operações, o BC faz oferta de dólares para tentar controlar a cotação da moeda e impedir grandes oscilações. Além disso, essas operações servem para oferecer garantia (hedge) a empresas contra a valorização do moeda.