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ECONOMIA

Bancos projetam rombo nas contas do governo de R$ 79 bilhões em 2016

Valor segue distante da meta de superávit fiscal fixada no Orçamento. Pesquisa foi feita pelo Ministério da Fazenda com 30 instituições financeiras.

G1

17 de Março de 2016 - 09:37

Bancos ouvidas pela Secretaria de Política Econômica em fevereiro deste ano estimaram um rombo nas contas do governo da ordem de R$ 79,4 bilhões neste ano, informou o Ministério da Fazenda nesta quinta-feira (17). O valor piorou em relação a janeiro, quando a previsão era de um déficit de R$ 70,7 bilhões para as contas do governo em 2016.

As informações foram divulgadas por meio do "Prisma Fiscal" - sistema de coleta de expectativas de mercado para acompanhamento das principais variáveis fiscais brasileiras. Para 2017, o cenário para as contas públicas sofreu forte deterioração. No mês passado, as instituições financeiras previram um rombo de R$ 71,3 bilhões para o ano que vem. Em janeiro, a estimativa de déficit era bem menor: de R$ 42 bilhões para 2017.

Se esse cenário se concretizar, serão quatro anos consecutivos que as contas ficarão no vermelho, visto que, em 2014, já foi contabilizado déficit e que, para o consolidado de 2015, o houve um rombo recorde de R$ 114,9 bilhões - com o pagamento das chamadas "pedaladas fiscais" - repasses a bancos oficiais que estavam atrasados.

O valor do rombo projetado para as contas do governo em 2016 está bem distante da meta de superávit primário do governo, já aprovada no orçamento deste ano, que é de R$ 24 bilhões, ou 0,4% do PIB, para 2016. A diferença entre a previsão dos bancos e a meta fixada em lei é de R$ 103,4 bilhões. Recentemente, o governo informou que enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei para mudar a meta fiscal deste ano, de forma a permitir um rombo de até R$ 60,2 bilhões em 2016.

Reforma fiscal

No mês passado, o governo federal informou  também que quer enviar ao Congresso, até o final de março, uma proposta de lei complementar com medidas a serem adotadas caso as despesas extrapolem os limites autorizados – a chamada reforma fiscal. Na ocasião, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, explicou que a proposta prevê que, no limite, possa ser suspenso o aumento real (acima da inflação) do salário mínimo.