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ECONOMIA

Brasil produzirá 648 milhões de t de cana na safra 2014-15

De etanol, o volume produzido deve alcançar 28,3 bilhões de litros, com alta de 4,8% na comparação com a atual safra.

Agência Estado

10 de Dezembro de 2013 - 14:53

A ISO, na sigla em inglês (Organização Internacional do Açúcar) diz que 'há poucos sinais' de que a produção de cana-de-açúcar aumentará significativamente no Brasil nos próximos anos.

A ISO, que representa o setor, prevê aumento 'marginal' de 640 milhões de toneladas da safra 2013-2014 para 648 milhões de toneladas na de 2014-2015. A alta esperada é de apenas 1,25%.

'Há poucos sinais que sugerem que as próximas duas safras terão crescimento significativo na produção de cana no Brasil', diz a entidade, que das 648 milhões de toneladas estima que 588 milhões de t deverão ser da região Centro-sul e outras 60 milhões de toneladas no Norte-Nordeste.

Diante desse pequeno aumento na produção de cana, a entidade estima que a produção de açúcar deve atingir 39 milhões de toneladas na safra 2014/15, com ligeiro aumento de 0,78%.

De etanol, o volume produzido deve alcançar 28,3 bilhões de litros, com alta de 4,8% na comparação com a atual safra. 'O pressuposto é que a oferta de cana será capaz apenas de acomodar o crescimento da demanda do etanol com um ligeiro aumento na produção de açúcar', diz o documento.

Para a safra 2015/2016, as estimativas são ainda mais cautelosas. 'A ISO prevê por enquanto que a produção de açúcar pode apresentar a primeira queda desde 2011/2012.

Assumindo que a produção de cana seguirá constante e a demanda por etanol continuará em expansão em grande parte pelo crescimento econômico, a produção de açúcar pode cair um milhão de toneladas', diz a entidade.

No relatório, a organização prevê 38 milhões de toneladas de açúcar na safra 2015/2016, com queda de 2,56% na comparação com a estimativa para a safra 2014/2015.

Para o etanol, o volume esperado é de 29 bilhões de litros, volume 2,5% superior ao esperado para a safra anterior. 'Volume suficiente para atender à crescente demanda de etanol, tanto em anidro como em hidratado', diz o documento.