ECONOMIA
CAGED mostra que nos últimos três anos, queda de 37% nas contratações em Sidrolândia
Neste ano foram 1.169 contratações, enquanto há três anos, foram 1.873. Em contrapartida, o número de demissões foi praticamente o mesmo : 1.579 em 2011 e 1.554, neste ano.
Flávio Paes/Região News
26 de Junho de 2013 - 07:39
Uma avaliação com base em dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregado e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego mostra a urgência de Sidrolândia atrair empresas para abertura de novas oportunidades de trabalho.
O reflexo da retração dos investimentos é que o número de contratações dos primeiros cinco meses de 2013 é 37,58% menor do que o verificado em igual período de 2011. Neste ano foram 1.169 contratações, enquanto há três anos, foram 1.873. Em contrapartida, o número de demissões foi praticamente o mesmo: 1.579 em 2011 e 1.554, neste ano.
Embora maio tenha sido o primeiro mês do ano com saldo positivo na geração de empregos (irrisórias 14 novas vagas de trabalho), os dados do Caged, ratificam este cenário de dificuldades na geração de empregos formais em Sidrolândia. Fica evidente que o município passa por um período de turbulência econômica, com o fechamento da Usina Olinda, que em seus tempos áureos chegou a ter 2 mil funcionários.
De forma menos drástica, mais de maneira contínua, ocorre a redução do quadro de pessoal das duas indústrias de confecção instaladas na cidade (Tip Top e Via Blumenau). Em maio, enquanto o conjunto da economia registrou saldo líquido favorável (247 contratações e 233 demissões), a indústria teve um mês crítico em que desapareceram 133 empregos: apenas 34 contratações, ante 167 demissões.
Os primeiros cinco meses de 2013 apresentaram os piores indicadores de emprego deste período dos últimos três anos. De janeiro a maio, desapareceram 385 vagas de carteira assinada; enquanto em igual período de 2012, fecharam 359 vagas, interrompendo um período de crescimento fechado em 2011, quando a economia sidrolandense gerou nos cinco meses, 294 novos empregos.
Um dado relevante que aponta para um tendência de desindustrialização da cidade é que 54% destas vagas fechadas, são exatamente do setor industrial, que responde por 40% dos empregos com carteira oferecidos na cidade. As indústrias cortaram 203 vagas de janeiro a maio. Em relação a 2012, houve queda de 28% nas contratações (de 540 pra 384). Ano passado, foram fechadas 91 oportunidades de trabalho.
No estado
Os dados do CAGED demonstram que no mês de maio o emprego formal em Mato Grosso do Sul cresceu 0,53% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior, com a criação de 2.666 novos empregos celetistas. Os setores de atividade econômica que mais contribuíram para este resultado foram os Serviços, com a criação de 740 novos postos; seguido pela construção civil, que apresentou um aumento de 604 postos e pela Indústria da Transformação, que ofereceu 575 novas vagas de trabalho.
Na série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo, nos cinco primeiros meses de 2013 houve acréscimo de 17.835 novos postos, um aumento de 3,61%. Ainda na série com ajustes, nos últimos 12 meses foi constatado crescimento de 3,92% no nível de emprego, ou seja, mais 19.290 postos de trabalho.
De acordo com os dados de trabalhadores admitidos, desligados e o saldo de 2013 sem ajuste por unidade da Federação, Mato Grosso do Sul mostrou que 26.064 trabalhadores foram contratados e 23.398 trabalhadores foram desligados.
Municípios
Na evolução do emprego formal feita pelo Caged em municípios com mais de 30 mil habitantes do Estado de Mato Grosso do Sul, Três Lagoas apresentou os melhores índices e ocupa a primeira colocação com a criação de 876 novos empregos celetistas, um aumento de 2,3%. Campo Grande vem logo em seguida na lista do Caged com 301 novos postos de trabalho, crescimento de 0,15%.
Os dados do Cadastro apresentaram ainda Nova Andradina com 135 postos (1,32%), Corumbá com 76 postos (0,53%), Paranaíba com 55 postos (0,58%) e Ponta Porã com 35 postos (0,4%), com avaliações positivas no número de criação de empregos. Coxim (-0,28%), Aquidauana (-0,53%), Naviraí (-0,46%) e Dourados (-0,15%) apresentaram números negativos na comparação entre trabalhadores desligados e admitidos.
Brasil
No País os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados demonstram que o emprego formal manteve sua trajetória de geração de postos de trabalho. No mês de maio foram gerados 72.028 postos de trabalho celetistas, representando o crescimento de 0,18% em relação ao estoque do mês anterior.
No mês de maio foram admitidos 1.827.122 trabalhadores contra um total de 1.755.094 desligamentos. O resultado é o segundo e o maior montante já registrado para o período, respectivamente. No acumulado do ano, ocorreu expansão de 1,69% no nível de emprego, equivalente ao acréscimo de 669.279 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 1.017.750 postos de trabalho, correspondendo à elevação de 2,60%.




