ECONOMIA
Caminhoneiros liberam trecho da BR-163 em MS após decisão judicial
Segundo a PRF, em São Gabriel do Oeste, rodovia já está liberada. Outros pontos da via continuam com manifestantes
G1
25 de Fevereiro de 2015 - 13:25
Os caminhoneiros desbloquearam o km 614 da BR-163, em São Gabriel do Oeste, a 130 quilômetros de Campo Grande, no fim da manha desta quarta-feira (25). O grupo foi o primeiro a obedecer ordem da Justiça Federal, que determina o fim das interdições em rodovias federais de Mato Grosso do Sul.
De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o km 614 foi o único dos cinco trechos fechados hoje a ser desbloqueado. A BR-163 continuam com interdições nos km 466, na capital sul-mato-grossense, no 256 e no 270, ambos em Dourados. Também está fechado o km 101 da BR-463, em Sanga Puitã, município de Ponta Porã. A concessionária responsável pela administração da BR-163 diz que o trânsito está lento nos km onde a PRF aponta como trechos ainda interditados.
O
pedido de liberação das vias foi feito pela Advocacia Geral da União (AGU), com
base em relatório da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A decisão, dada nessa
terça-feira (24), é do juiz Renato Toniasso. Ele fixa multa de R$ 10 mil por
hora em caso de descumprimento da ordem judicial. A decisão não abrange as rodovias
estaduais.
Manifestação
Os caminhoneiros estão em greve em protesto a alta taxa de impostos, preço dos combustíveis e baixo valor do frete. Há movimentos em todo o país. Em Mato Grosso do Sul, rodovias começaram a ser interditadas no sábado (21). Na terça-feira (24), foram nove pontos de interdição e nesta quarta-feira, cinco. Os manifestantes permitem a passagem de carros de passeio, veículos de emergência e com carga viva e ônibus. Eles não deixam caminhão passar.
Em Campo Grande houve princípio de confusão. Um motorista com caminhão vazio tentou furar o bloqueio. Ele disse que seguia para casa, em Apucarana (PR), para comemorar o aniversário de 6 anos da filha. Também na capital sul-mato-grossense, caminhoneiros parados no protesto descansavam em redes embaixo dos veículos.




