ECONOMIA
Cesta básica sobe 0,24% em janeiro e carne é a 8ª mais cara do País
A carne bovina, que teve alta de 1,66% no mês, é a 8ª mais cara do País, segundo o órgão.
Campo Grande News
06 de Fevereiro de 2014 - 17:00
Pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) constatou que a cesta básica teve aumento de 0,24% no mês de janeiro em Campo Grande. A carne bovina, que teve alta de 1,66% no mês, é a 8ª mais cara do País, segundo o órgão.
Conforme o levantamento, em janeiro deste ano, o trabalhador investiu R$ 288,57 para adquirir a cesta básica. No mesmo período do ano passado, o valor investido para a compra da cesta foi de R$ 287,87, um aumento de R$ 0,74, com variação de 0,24%.
De acordo com a supervisora técnica do Dieese em Campo Grande, Andreia Ferreira, quatro produtos da cesta tiveram uma alta considerada exorbitante em relação ao mês de dezembro do ano passado. A carne bovina teve 1,66% de variação mensal, o arroz com 4,25% de variação, o óleo de soja com variação de 0,75% e a banana nanica com 3,51% de variação em relação a dezembro, destacou.
Campo Grande está no 8º lugar do ranking com o valor da carne bovina mais cara do Brasil. Antes da Capital estão as cidades de Brasília (DF), Vitória (ES), Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE), Recife (PE) e Porto Alegre (RS) respectivamente.
Segundo Andreia Ferreira o aumento no valor da carne bovina tem como consequência a alta do dólar e o aumento das exportações do produto. O preço da carne aumentou de 0,26% em dezembro para 1,66% em janeiro, ou seja, aumentou e muito. Já esperávamos esse aumento por conta das férias no começo do ano letivo, mas não imaginávamos que seria o aumento seria tão grande. Com o dólar mais valorizado do que o real, os produtores preferem exportar o produto com um preço que consequentemente reflete diretamente no bolso dos consumidores brasileiros, salientou.
Como solução para os comerciantes com o aumento no valor de alguns produtos, a supervisora do Dieese orienta os comerciantes a optarem por outros produtores que estão mais em conta. Se o consumidor não tiver nenhuma restrição alimentícia, ele pode optar pela carne de frango ou de peixe. E prefere a banana como parte da alimentação, pode optar pelas frutas da época, concluiu.




