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ECONOMIA

Com 50% da área plantada, Sidrolândia deve continuar como 2º maior polo do milho safrinha

Até sexta-feira passada cerca de 50% da área plantada prevista, em torno de 67,5 mil hectares, já tinham sido cultivados no sistema de plantio direto.

Flávio Paes/Região News

24 de Fevereiro de 2014 - 10:00

Foto: Divulgação

Com 50% da área plantada, Sidrolândia deve continuar como 2º maior polo do milho safrinha

Paralelamente ao andamento da colheita de soja que conforme a estimativa do IBGE, em Sidrolândia já foi concluída em 56% da área plantada de 162 mil hectares, avança o plantio do milho safrinha que nesta safra 2014 deve manter o município como o segundo polo de produção, com 135 mil hectares, atrás apenas de Maracaju, com 190 mil hectares.  

O primeiro prognóstico oficial, apurado a partir de levantamento feito junto ao Banco do Brasil e aos escritórios de planejamento agrícola, cravou em 135 mil hectares a área plantada com milho. É a mesma da safra passada, quando foram colhidas 648 mil toneladas, produtividade média de 80 sacas por hectare.

Até sexta-feira 50% da área plantada prevista, em torno de 67,5 mil hectares, já tinham sido cultivados no sistema de plantio direto. Este é o cenário descrito pelo ex-prefeito Enelvo Felini sobre a situação da sua propriedade onde o milho já ocupou metade dos 800 hectares de soja com o avanço da colheita da oleaginosa.  

A recuperação do preço do grão, que atingiu R$ 21,00 a saca de 60 quilos depois de despencar para R$ 16,00 durante o segundo semestre de 2013, aponta para um cenário de otimismo. Quem teve fôlego financeiro e conseguiu segurar parte do que produziu ano passado, agora conseguiu vender por um preço melhor remunerador.

Segundo o gerente do  Banco do Brasil, Juliano Moraes de Carvalho, os produtores captaram na agência aproximadamente R$ 20 milhões em financiamentos de 20 mil hectares, mas considerando as operações fechadas com agricultores com propriedades próximas de Campo Grande e Maracaju, o volume financiado deve corresponde a 60% da área plantada.  

O milho safrinha tem evoluído ao ponto da sua área plantada se aproximar da área de soja, carro-chefe do agronegócio em Sidrolândia. Em 2011 foram 81 mil hectares (ante os 120 mil hectares de soja); no ano seguinte pulou para 110 mil hectares (só 20 mil a menos que os 130 mil hectares com soja) e ano passado 135 mil hectares, enquanto a soja ocupou 162 mil hectares.

Panorama estadual

A queda na remuneração para o produtor de milho de Mato Grosso do Sul vai reduzir em 800 mil toneladas o volume na safrinha do ciclo 2013/2014. A estimativa da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja) é que o volume recorde colhido no ano passado, de 7,8 milhões de toneladas, caia 10%.

A redução é uma reação dos produtores ao preço pago pela saca de milho. A cotação no Estado gira em torno dos R$ 19,90, 24% menos do que os R$ 24,62 do mesmo período de 2013. O valor dos contratos futuros – quando o milho é negociado de forma antecipada para ser comercializado em meados de agosto - também não aponta cenário otimista: está na casa dos R$ 16,50, contra os R$ 19 da safra passada.

A precificação, explica o presidente da Aprosoja/MS, Mauricio Saito, reduz os investimentos em variedades de milho, o que diminui a produtividade nesta safra de 83 sacas por hectare para 78. A área plantada no Estado, por outro lado, será mantida: são 1,5 milhão de hectares, a mesma do ciclo anterior.

“O produtor não deixou de plantar, apenas comprou sementes com custo menor, para manter o equilíbrio entre os gastos e os custos de produção. A consequência é a queda da produtividade e, com isso, a redução do volume colhido”, sintetiza Saito.

Antecipação do plantio – A antecipação da colheita da soja, principalmente nos municípios produtores do Sul do Estado, acelerou o plantio do milho safrinha - 45% da área destinada ao cultivo do grão já foi plantada, o equivalente a 707 mil hectares da área total. Em fevereiro de 2013, a área colhida era 8% menor. Ao mesmo tempo, 56,2% da soja já foi colhida, e soma 1,2 milhão de hectares, do total de 2,2 milhões dedicados ao cultivo.

“Assim que as máquinas retiram a soja do campo, na sequência, as plantadeiras aceleram para lançar o milho safrinha. Este é o período de mais trabalho nas lavouras”, conclui Saito.