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ECONOMIA

Consumidor de Sidrolândia vai pagar até R$ 16,00 pelo quilo do feijão

O pacote de 1 kg do feijão carioca custava entre R$ 3 e R$ 4 dependendo da marca, porém nesta semana o produto raramente é encontrado por menos de R$ 10.

Flávio Paes/Região News

14 de Junho de 2016 - 10:25

Não está fácil para o consumidor sidrolandense comprar um dos principais itens do cardápio diário. A queda na produção brasileira, conseqüência de problemas climáticos, elevou as alturas o preço do feijão carioquinha que hoje é vendido nos supermercados até a R$ 12,45 o quilo (no Nutrishopping), com a chegada de um novo estoque, ainda nesta semana deve ter aumento de mais 28,51%, atingindo R$ 16,00, se aproximando do preço de quilo de carne de segunda, por exemplo. 

O preço mais em conta é o praticado no Nandas Supermercados, R$ 6,69, mas o proprietário, Acelino Cristaldo, avisa que este preço só está assegurado enquanto durarem os estoques atuais. Para evitar especulação (como o de donos restaurantes interessados em formar estoque) a venda foi limitada a dois quilos por cliente, que é consumo médio mensal do grão por família. Ele acredita que o novo preço ficará em torno de R$ 10,00. O empresário diz que esta disparada nos preços não tem relação com a crise econômica, significando apenas uma questão sazonal, assim como foi o tomate, que chegou a ser vendido a R$ 9,00 o quilo e hoje é encontrado a R$ 2,00.

No Nutrimais o consumidor vai pagar R$ 9,59. Diante desta situação, a alternativa é apelar para o feijão preto que está custando R$ 6,52, caso do assentado Sebastião Magalhães, morador do Eldorado 2.

O pacote de 1 kg do feijão carioca custava entre R$ 3 e R$ 4 dependendo da marca, porém nesta semana o produto raramente é encontrado por menos de R$ 10. Por ser um item tão essencial na mesa das famílias, o jeito é racionar o produto ou gastar R$ 30,00 a mais por mês.

Com duas crianças pequenas, a secretária Eli Rocha tem se virado para continuar tendo feijão na mesa todos os dias. Para ela, o reajuste aumentou em R$ 30,00 a compra de mês. “Parece pouco, mas não estamos falando só do feijão, ainda tem a batata, tomate e tantos outros produtos que estão mais caros”, desabafa.

Ao pagar R$ 10,90 no quilo do feijão, o aposentado de 81 anos, Adelino Medeiros, conta que está tendo que servir menos no prato. “Antes vinha e comprava quatro ou cinco quilos, agora compro só um. Meu salário não aumentou né?”.

Pesquisa - De acordo com o diretor de mercado da Ceasa/MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul), Cristiano Chaves, não há como prever se o preço do feijão terá queda, já que o clima é o fator determinante. “As regiões que plantam o feijão estão passando por um período chuvoso ou de seca, com isso, a plantação fica extremamente prejudicado”, explica.

Levantamento do IPC/CG (Índice de Preços ao Consumidor) do Nepes da Uniderp, mostra que entre abril e maio variedades do feijão ficaram até 16% mais caras. A marca Ki Kaldo viu o preço aumentar 16,36% de um mês pro outro, passando de R$ 4,89 para R$ 5,69.