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Economia

Custo de produção da soja deve subir de 7,3% a 11,8% em MS

É o que aponta o estudo de viabilidade econômica da cultura elaborado pelo pesquisador Alceu Richetti, da Embrapa Agropecuária Oeste.

Agrodebate

15 de Julho de 2013 - 13:46

O custo de produção da soja em Mato Grosso do Sul na próxima safra (2013/2014) deve aumentar de 7,3% a 11,8% em relação ao ciclo atual (2012/2013). É o que aponta o estudo de viabilidade econômica da cultura elaborado pelo pesquisador Alceu Richetti, da Embrapa Agropecuária Oeste.

O trabalho foi publicado recentemente em comunicado técnico da instituição. De acordo com o estudo, o custo de produção da soja convencional na safra futura foi estimado em R$ 1.965,23 por hectare, um percentual 7,3% superior ao da anterior.

Os custos desembolsáveis correspondem a 67,2% do total, atingindo R$ 1.321,73 por hectare. Dos insumos utilizados no processo produtivo da soja convencional, o fertilizante deve apresentar o maior impacto, correspondendo a 20,6% do custo total.

A semente deve representar 6,9%, os herbicidas 5,1%, os fungicidas 4,1% e os inseticidas 3,6%. Richetti comenta no estudo que a remuneração dos fatores de produção foi estimada em R$ 512,12 por hectare, representando 26,1% do total.

Ele explica que esse valor corresponde “à oportunidade que o produtor, ao planejar sua atividade, poderia decidir por arrendar sua área de lavoura ou optar por uma alternativa mais atraente”.

O pesquisador destaca ainda que das etapas do processo produtivo, o plantio é a que exige o maior desembolso por parte do produtor, representando 50,3% do custo total de produção.

A operação, conforme ele engloba o custo da compra da semente, o tratamento químico da semente (fungicida e inseticida), a inoculação, a aplicação de adubos e de micronutrientes e a operação agrícola.

Transgênica

Em relação a soja transgênica, o trabalho de Richetti projeta que o custo de produção por hectare na próxima safra deve chegar a 2.053,80, o que representa um incremento de 11,8% em relação a anterior. Desse total, os custos desembolsáveis correspondem a 68,5% (R$ 1.407,35).

O estudo indica que dos insumos utilizados no processo, o fertilizante apresentou o maior impacto, 19,7%, seguido pela semente com 11,7%, enquanto que os fungicidas representaram um custo de 3,9%, os herbicidas 3,6% e os inseticidas 3,4%.

Eficiência econômica

O pesquisador tomando por base uma projeção de produtividade de 3.000 quilos por hectare, que está acima dos 2.880 quilos por hectare registrados na safra 2012/2013 no Estado, calcula que o custo de produção de uma saca de 60 quilos de soja convencional no ciclo 2013/2014 será de R$ 39,30 e de soja transgênica de R$ 41,08.

Fundamentado nessa estimativa e utilizando como valor de referencia para a venda futura dessa soja, R$ 45 a saca, um preço abaixo dos R$ 61 praticados em Dourados, na sexta-feira (12), por exemplo, Richetti estima que a receita bruta por hectare com a soja convencional e com a transgênica no Estado chegue a R$ 2.250,00.

Com a receita bruta de R$ 2.250 e descontando o custo de produção de R$ 1.965,23 para a soja convencional, o pesquisador estima que o produtor deve obter uma receita liquida por hectare de 284,77. Em relação a transgênica, com custo de produção de R$ 2.053,80, a receita liquida projetada por hectare é de R$ 196,20.

Conclusões

No último item do estudo, o pesquisador reitera que na próxima safra o custo de produção da soja convencional será menor que o da soja transgênica, “mesmo com a suspensão da taxa tecnológica e com a redução das aplicações de herbicidas no sistema com adoção de soja RR”.

Ele comenta ainda que as projeções indicam que o produtor nesta safra terá renda líquida 31,8% menor com a soja convencional e 52,5% com a soja transgênica que no ciclo passado.

Além disso, aponta que na próxima etapa de produção, o agricultor deverá produzir praticamente 3 sacas a mais por hectare de soja convencional e 4,83 sacas por hectare de soja transgênica para cobrir o custo de produção, em comparação com o período anterior.