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ECONOMIA

Dólar opera em alta, acima de R$ 3,80

Na véspera, moeda dos EUA avançou 3,03%, cotada a R$ 3,763. Mercado repercute chance de Lula assumir ministério e de Tombini sair.

G1

16 de Março de 2016 - 10:21

O dólar opera avançava mais uma vez forte, perto de 2%, e voltava a ser negociado acima de R$ 3,80 nesta quarta-feira (16), reagindo a temores de que o governo possa promover mudanças na política econômica.

Às 11h29, a moeda norte-americana subia 1,24%, vendida a R$ 3,8368. Mais cedo, a divisa  chegou a subir mais de 2% e atingiu R$ 3,8383 na máxima do dia. Veja a cotação do dólar hoje.

Acompanhe a cotação do longo do dia:
Às 9h09, alta de 1,31%, a R$ 3,8125.
Às 9h19, alta de 1,58%, a R$ 3,8226.
Às 9h39, alta de 1,71%, a R$ 3,8275.
Às 9h59, alta de 1,35%, a R$ 3,8139.
Às 10h39, alta de 1,28%, a R$ 3,8113.
Às 11h, alta de 1,24%, a R$ 3,8098

O humor do mercado também está sob influência dos rumores de que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini possa deixar o cargo, bem como o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Segundo o blog da colunista do G1 Thais Herédia, "a saída de Tombini é uma ameaça, mas é real", de acordo com uma fonte do mercado, próxima à Tombini.

"Seria uma volta à nova matriz econômica", disse o economista da 4Cast Pedro Tuesta à Reuters. "Isso é muito ruim para o Brasil."

Essas expectativas de mudanças ganharam força nas últimas sessões conforme cresceram as chances de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assuma um ministério, algo que investidores também acreditam que diminuiria as chances do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Segundo o Blog do Camarotti, Lula será ministro da Casa Civil.

Dilma estava reunida nesta manhã com Lula e os ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e da Casa Civil, Jaques Wagner, em meio a incertezas se Lula assumirá ou não um ministério.

Analistas consultados pela Reuters afirmam que seria infrutífero usar as reservas internacionais para enfrentar a crise econômica no Brasil, como sinalizado pelo governo recentemente. Segundo eles, isso aumentaria o descrédito com o país e teria consequências inflacionárias.

Cenário externo

O cenário local deixou em segundo plano a decisão do Federal Reserve, que será divulgada às 15h (horário de Brasília) e seguida de entrevista da chair, Janet Yellen, meia hora mais tarde. Operadores esperam que o banco central norte-americano mantenha os juros agora, mas querem ver pistas sobre quando pretende voltar a elevá-los.

Eventual aumento de juros nos EUA pode levar à saída de dólares de países considerados menos seguros, como o Brasil.

Estrategistas do banco BNP Paribas sugeriram a clientes que realizem lucro em apostas na fraqueza do real em relação ao peso mexicano, operação que rendeu ganhos expressivos neste mês.

"O mercado está muito volátil e guiado pelo noticiário. Não descartamos mudanças súbitas de direção (do câmbio) no caso de novos acontecimentos -- algo que não é difícil de encontrar no Brasil hoje em dia", escreveram eles em nota a clientes.

Atuação do BC

Nesta manhã, o Banco Central fará mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em abril, que equivalem a US$ 10,092 bilhões, com oferta de até 9,6 mil contratos.

Véspera

Na véspera, o dólar avançou 3,03%, cotada a R$ 3,763 – a maior alta desde 13 de outubro de 2015 (3,58%). A moeda dos EUA acumula alta de 4,79% só nesta semana, diante do novo cenário político, sendo que havia despencado 10,30% neste mês até o fim da semana passada.