ECONOMIA
Dólar passa de R$ 2,28, BC vende moeda e Bolsa opera em alta
Após a alta, o Banco Central anunciou um leilão equivalente à venda de dólares no futuro. Após o anúncio, a moeda desacelerou a alta
UOL com Reuters
10 de Julho de 2013 - 16:44
A cotação do dólar comercial atingiu nesta quarta-feira (10) o maior valor durante o pregão desde o início de abril de 2009, ao passar de R$ 2,28. A cotação intradia se refere ao pico atingido durante o pregão, e não sobre o valor de fechamento.
Após a alta, o Banco Central anunciou um leilão equivalente à venda de dólares no futuro. Após o anúncio, a moeda desacelerou a alta. Por volta das 15h50, a moeda norte-americana subia 0,54%, para R$ 2,274 na venda.
O movimento de alta ocorre com a expectativa da divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o bc dos EUA), nesta quarta-feira. Caso o BC dos EUA sinalize o fim dos estímulos à economia, a cotação do dólar deve subir ainda mais. Com a possibilidade de haver menos moedas circulando, investidores levam seus recursos para países considerados mais seguros e de economia mais estável.
O Brasil é um destino considerado "arriscado". Se os investidores tiram moeda daqui, sobram menos dólares em circulação. Com a menor quantidade de moeda, a tendência é que o preço aumente. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC divulga após o fechamento do mercado os próximos passos da política monetária.
O euro subia 1,5%, a R$ 2,931 na venda.
A Bovespa operava no azul, com alta de 0,35%, aos 45.232,12 pontos.
BC dos EUA acalma mercados sobre fim de estímulo
Embora tenha aumentado o consenso dentro do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) em junho sobre a provável necessidade de começar a reduzir as medidas de estímulo econômico em breve, muitos membros querem mais garantias de que a recuperação do emprego está sólida antes de iniciar a desaceleração das compras de ativos.
Os mercados financeiros convergiram para setembro como a data do provável início da redução no ritmo de compras mensais de títulos no valor de US$ 85 bilhões, mas a ata da reunião de junho do Federal Reserve sugere que essa pode não ser uma aposta certa.
Bolsas internacionais
As ações europeias fecharam em leve alta em um pregão com poucas negociações, lideradas pela marca de luxo Burberry, embora dados comerciais fracos da China tenham pesado sobre mineradoras.
O índice FTSEurofirst 300 avançou 0,1%, a 1.190 pontos, liderado pela alta de 4,8% da Burberry, que manteve suas previsões de desempenho para o ano e anunciou uma alta de 18% na receita das vendas no varejo no primeiro trimestre.
Em Londres, o índice Financial Times caiu 0,12%, a 6.504 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX recuou 0,11%, para 8.048 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 fechou quase estável, com leve queda de 0,08%, a 3.840 pontos.
As ações chinesas subiram com força e impulsionaram as Bolsas asiáticas, com operadores citando rumores de que o banco central da China pode afrouxar a política para impulsionar o crescimento depois que as exportações do país caíram pela primeira vez em 17 meses.
O índice chinês CSI300 avançou 2,84%, devido aos rumores de afrouxamento. O índice Nikkei, do Japão, teve queda de 0,39%. Hong Kong e Xangai subiram 1,07% e 2,17%, respectivamente. Seul caiu 0,34%. Taiwan, Cingapura e Sydney tiveram altas de 0,51%, 0,30% e 0,40%.




