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ECONOMIA

Dólar segue cenário externo e avança para R$ 3,45; Bolsa se recupera e sobe

Os juros futuros recuam, mas o CDS (credit default swap) brasileiro, espécie de indicador de percepção de risco, avança.

FOLHAPRESS

13 de Junho de 2016 - 14:13

O mercado financeiro global iniciou a semana da mesma forma que encerrou na sexta-feira (10), com aversão ao risco generalizada. Permanecem os temores de saída do Reino Unido da União Europeia e a cautela antes das reuniões de política monetária do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) e do BoJ (banco central japonês).
No campo doméstico, a moeda americana à vista sobe para o patamar de R$ 3,45.

O Ibovespa iniciou o pregão em queda, mas virou e passou a operar em alta, recuperando-se da forte perda da sessão anterior. Os juros futuros recuam, mas o CDS (credit default swap) brasileiro, espécie de indicador de percepção de risco, avança.

Investidores aguardam o discurso do novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, na tarde desta quinta-feira, durante a cerimônia de transmissão de cargo, que tende a balizar os mercados de juros e câmbio, como destacam analistas da Lerosa Investimentos.

CÂMBIO E JUROS

O dólar ganhava 0,85% há pouco, para R$ 3,4551, e o dólar comercial avançava 0,72%, a R$ 3,4560. No mercado de juros futuros, após duas sessões de alta, o contrato de DI para janeiro de 2017 recuava de 13,705% para 13,670%, enquanto o contrato de DI para janeiro de 2021 caía de 12,580% para 12,520%.

A pesquisa semanal Focus, do Banco Central, realizada junto a economistas e instituições financeiras, voltou a reduzir a previsão de queda da atividade econômica neste ano e a elevar a projeção para a inflação, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (13).

Os economistas consultados pelo BC também elevaram a projeção para a Selic no fim deste ano. A projeção passou de 12,88% para 13%. Para 2017, foi mantida em 11,25%.

O CDS brasileiro, espécie de seguro contra calote, subia 1,60%, aos 348,279 pontos.

BOLSA

Após a queda de 3,32% na sexta-feira, o principal índice da Bolsa paulista subia há pouco 0,33%, aos 49.585,56 pontos, apesar da permanência do cenário externo negativo.

As ações PN da Petrobras ganhavam 0,11%, a R$ 8,79, e as ON ganhavam 0,09%, a R$ 11,04. Os papéis da Vale ganhavam 0,75%, a R$ 11,99 (PNA) e 1,60%, a R$ 15,19 (ON).

No setor financeiro, Itaú Unibanco PN ganhava 0,20%; Bradesco PN, +1,83%; Banco do Brasil ON, +1,20%; Santander unit, +0,79%; e BM&FBovespa ON, -1,05%.

EXTERIOR

Na Bolsa de Nova York, o índice S&P 500 operava em queda de 0,08%; o Dow Jones, -0,04% e o Nasdaq, -0,33%.

As ações do LinkedIn subiam mais de 47% após anúncio da compra da rede social pela Microsoft por US$ 26,2 bilhões. Os papéis da Microsoft recuavam 2,4%.

Na Europa, a Bolsas globais recuavam com as preocupações em relação ao chamado "brexit", ou seja, a possível saída do Reino Unido da União Europeia, no referendo marcado para o próximo dia 23. A Bolsa de Londres perdia 0,89%; a de Paris, -1,33%; Frankfurt, -1,21%; Madri, -1,70% e Milão, -2,28%.

Na Ásia, o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 3,09%, enquanto o índice de Xangai recuou 3,23%.

Os investidores reagiram ao crescimento do investimento em ativos fixos na China, que desacelerou para 9,6% entre janeiro e maio na comparação com o mesmo período do ano anterior. O indicador ficou abaixo das expectativas do mercado. Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 3,51%, a 16.019 pontos.