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Economia

IBGE revisa PIB de 2014 para alta de 0,5%

Antes da revisão, informação inicial era de que alta havia sido de 0,1%. Agropecuária e serviços puxaram avanço do PIB de dois anos atrás.

G1

17 de Novembro de 2016 - 10:37

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou para cima o crescimento da economia brasileira em 2014. De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira (17), o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5% naquele ano, chegando a R$ 5,8 trilhões. A informação inicial era de que o PIB havia crescido 0,1%.

Já o PIB per capita foi revisado de R$ 27.229 para R$ 28.498. Apesar da revisão para cima do PIB per capita, o indicador teve queda de 0,3% em relação a 2013 – a terceira queda desde o ano 2000 (em 2003, de -0,2%, e em 2009, de -1,2%).

Essa revisão incorpora novos dados do próprio IBGE e fontes externas, além de atualizações metodológicas. Na análise dos setores da economia, a agropecuária foi o que registrou a maior revisão para cima – de 2,1% para 2,8%. Serviços também foi revisado para cima, passando de 0,4% para 1%. Já a queda na indústria foi mais acentuada que a divulgada anteriormente, passando de -0,9% para -1,5%.

Pela ótica da despesa, que analisa o destino dos bens e serviços produzidos, o consumo das famílias subiu 2,3% sobre 2013 e foi o principal responsável pelo crescimento do PIB em 2014, de acordo com o IBGE. As importações recuaram 1,9% e as exportações, 1,1%. Já a Formação Bruta de Capital Fixo (que indica os investimentos) caiu 4,2% no ano, e a taxa de investimento recuou de 20,9%, em 2013, para 19,9% do PIB, em 2014.

Segundo Cristiano Martins, economista da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, o que mais contribuiu positivamente para a revisão para cima do PIB de 2014 foram os setores da agropecuária e serviços, este último impactado pelo consumo das famílias. Negativamente, ad principais revisões foram na construção (de -0,9% para -2,1%) e na indústria de transformação (de -3,9% para -4,7%).

”A gente observa que nos três últimos anos há uma desaceleração no crescimento do PIB. O último crescimento forte foi em 2010, quando cresceu 7,5%", destacou Martins.