ECONOMIA
Indústria estadual precisa contratar mais 9 mil trabalhadores qualificados até 2015
Os três segmentos com maior demanda por formação profissional em Mato Grosso do Sul são construção civil, sucroenergético e alimentos e bebidas
Daniel Pedra/Assessoria
27 de Janeiro de 2014 - 07:23
A indústria de Mato Grosso do Sul precisará contratar cerca de 4,3 mil profissionais por ano para atender à demanda por vagas industriais entre 2014 e 2015 no Estado, o que corresponderia a quase 9 mil trabalhadores no período, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento revela ainda que os três segmentos industriais sul-mato-grossenses que concentram a demanda por formação para novos empregos são construção civil, sucroenergético e alimentos e bebidas.
Segundo a projeção do Mapa do Trabalho Industrial, juntos, esses segmentos respondem por 58,7% da demanda por formação para atender a novos empregos industriais nesses dois anos, ou seja, 2,5 mil trabalhadores. Ainda conforme o estudo, esses trabalhadores deverão ser contratados não apenas na indústria, mas também em outros segmentos da economia, como serviços, que também exigem profissionais com formação industrial, incluindo todos os tipos de ocupações (baixa e média qualificação, técnicos e profissionais de nível superior).
De acordo com o levantamento da CNI, apenas o segmento da indústria de alimentos e bebidas deve abrir 1,5 mil vagas em dois anos, enquanto a indústria da construção civil oferecerá outras 757 vagas e o sucroenergético mais 297 postos de trabalho. Para atender essa demanda do setor industrial, o Senai vai oferecer somente neste ano de 2014 mais de 80 mil vagas e outras cerca de 80 mil para o próximo ano, totalizando mais de 160 mil vagas, a maioria gratuita, em diversos cursos de educação profissional distribuídos nas modalidades de nível superior, técnica, de qualificação, de aperfeiçoamento, de treinamento e de aprendizagem industrial.
Nossa intenção, como entidade de formação profissional voltada para a indústria, é atender a demanda do setor em Mato Grosso do Sul por mão de obra qualificada, pontuou o diretor-regional do Senai, Jesner Escandolhero. Ele acrescenta que esse esforço vai ao encontro das necessidades das indústrias instaladas no Estado, que ressentem da falta de mão de obra qualificada para ampliar sua produção.
Dados nacionais
No Brasil, segundo as projeções do Mapa do Trabalho Industrial, em 2014 e 2015 a necessidade é pela formação de 570 mil novos trabalhadores por ano para atender a novos postos gerados na indústria. Os cinco segmentos que concentram a maior demanda por formação para novos empregos são construção, alimentos e bebidas, indústria automotiva, indústria de máquinas e equipamentos e indústria de produtos de minerais não-metálicos.
Juntos, esses segmentos industriais devem responder por 53% da demanda por formação para atender a novos empregos na indústria. Se considerarmos o crescimento médio anual relativo projetado no emprego na indústria para os próximos anos destacam-se os seguintes segmentos: extração de petróleo e serviços relacionados, montagem de veículos automotores, extração de minerais metálicos, sucroenergética e celulose e papel.
A falta de profissionais qualificados é uma reclamação generalizada na indústria, porém é mais intensa entre trabalhadores de menor qualificação, que respondem pela maior parte do emprego na indústria. As queixas sobre a dificuldade em encontrar técnicos qualificados também são elevadas. Logo, os segmentos com maior proporção de trabalhadores de nível qualificado e técnicos, como construção civil e alimentação, são os que têm mais problemas de qualificação.
Quadros Comparativos
Demanda por formação industrial na Região Centro-Oeste - 2014/15
Estado | Trabalhadores | |
1º Goiás | 21.958 | |
2º Mato Grosso | 14.148 | |
3º Mato Grosso do Sul | 8.682 | |
4º Distrito Federal | 768 | |
Total | 45.556 | |
Demanda por formação industrial no Brasil - 2014/15
Estado | Trabalhadores | ||
1º São Paulo | 386.902 | ||
2º Minas Gerais | 120.642 | ||
3º Rio Grande do Sul | 111.742 | ||
4º Rio de Janeiro | 92.138 | ||
5º Paraná | 86.012 | ||
6º Santa Catarina | 77.486 | ||
7º Bahia | 37.762 | ||
8º Pernambuco | 28.264 | ||
9º Pará | 25.238 | ||
10º Espírito Santo | 23.442 | ||
11º Ceará | 23.132 | ||
12º Goiás | 21.958 | ||
13º Amazonas | 21.380 | ||
14º Alagoas | 17.498 | ||
15º Mato Grosso | 14.148 | ||
16º Rio Grande do Norte | 10.462 | ||
17º Paraíba | 9.608 | ||
18º Mato Grosso do Sul | 8.682 | ||
19º Sergipe | 8.614 | ||
20º Piauí | 3.888 | ||
21º Maranhão | 3.720 | ||
22º Rondônia | 3.448 | ||
23º Tocantins | 1.666 | ||
24º Amapá | 1.500 | ||
25º Distrito Federal | 768 | ||
26º Acre | 712 | ||
27º Roraima | 208 | ||
Total | 1.141.020 | ||




