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ECONOMIA

Indústrias de celulose e papel estimam crescimento de até 10% em 2014

A expectativa do segmento é movimentar algo em torno de R$ 2,72 bilhões no próximo ano

Daniel Pedra/Assessoria

18 de Dezembro de 2013 - 09:00

Com base nos dados levantados pelo Radar Industrial da Fiems, as indústrias de celulose e papel de Mato Grosso do Sul fecham o ano de 2013 com receita líquida de venda de R$ 2,48 bilhões e as expectativas são as melhores para o próximo ano.

O presidente do Sinpacems (Sindicato das Indústrias de Celulose e Papel de Mato Grosso do Sul), Francisco Valério, estima que o segmento avance no Estado em torno de 10% em 2014, o que elevaria a receita líquida das empresas para R$ 2,72 bilhões, enquanto a perspectiva nacional de crescimento fica em torno de 7%.

A estimativa nacional para 2014 é de produzir a ordem de 15 milhões de toneladas de celulose de mercado, sendo que 2,8 milhões serão produzidos em Mato Grosso do Sul, correspondendo a 19% da produção brasileira, conforme detalhou Francisco Valério. “Com esse fato, somado ao desempenho alcançado este ano, podemos afirmar que o setor continua em franco crescimento”, disse.

Ele destaca que a responsável por alavancar a produção de celulose no Estado é a unidade da Eldorado Celulose, localizada em Três Lagoas (MS), que fecha este ano com capacidade de produção de 1,25 milhão de toneladas e em 2014 deve chegar a mais de 1,5 milhão de toneladas. Ainda conforme a avaliação de Francisco Valério, o segmento encontra-se bem posicionado na produção nacional.

“Lembrando que no caso de celulose de mercado, principalmente, esses projetos são voltados para produção de celulose de fibra curta, que tem uma aplicação muito grande para papéis tixo (toalha de papel, guardanapo e papéis sanitários)”, disse o presidente do Sinpacem, acrescentando que os segmentos de tixo e papel de embalagem são os dois que mais crescem no mundo. Hoje, Mato Grosso do Sul tem 24 estabelecimentos no segmento de papel e celulose, que juntos empregam 2.312 industriários, conforme dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e PIA/IBGE (Pesquisa Industrial Anual - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).