ECONOMIA
Lã pode ter valorização de até 700% após ser tratada, diz entidade em MS
Lã é vendida entre R$ 1,50 e R$ 2,50 em Mato Grosso do Sul e pode ser comercializado por até R$ 20 depois de ser tratado, o que representa um incremento de 700% no valor
Agrodebate
09 de Agosto de 2014 - 10:27
Vendido normalmente entre R$ 1,50 e R$ 2,50 em Mato Grosso do Sul, o quilo da lã ovina pode ser comercializado por até R$ 20 depois de ser tratado, o que representa um incremento de 700% no valor.
A informação é do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS), que na próxima semana, entre os dias 11 e 15 de agosto, ministra curso de beneficiamento do produto em Rio Verde, a 194 quilômetros de Campo Grande.
Segundo o Senar/MS, a capacitação será oferecida em parceria com o Sindicato Rural de Rio Verde e tem 40 horas/aula. Na programação, a instrutora vai ensinar os alunos a limpar, lavar e tingir a lã, além de confeccionar o baixeiro, que é um tipo de manta usada em montaria a cavalo, para proteger o cavaleiro do atrito da sela.
Assim como o couro bovino, a lã ovina agrega valor. Já presenciei casos de produtores com quilos de lã descartados na propriedade, sem saber que podiam comercializar e ganhar com isso, conta a instrutora do curso, Maria Ester Bazana, que vê a capacitação como incentivo de comercialização do produto.
Estados como o Rio Grande do Sul vêm comprar a nossa lã e Mato Grosso do Sul fica desabastecido. Tendo conhecimento do valor da matéria-prima tratada, o produtor fomenta a venda interna, detalha.
Sequência
Além deste primeiro curso, a capacitação do Senar/MS tem mais dois módulos voltados para o processamento desta matéria-prima: Confecção Artesanal de Peças de Lã Ovina e Feltragem. Os dois também têm foco na profissionalização.
De acordo com a instrutora, a lã pode ser aproveitada para produção de roupas, crochês, cortinas, cobertores, bolsas, bijuterias e peças de tapeçaria. Ao fim dos três módulos, o Senar/MS forma novos artesãos, que poderão trabalhar com um material rentável que é valorizado após a confecção de peças e produtos, conclui Maria Ester.




