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ECONOMIA

Meta do setor público não é atingida; esforço é menor da série frente ao PIB

O valor do superávit equivale a 1,9% do PIB (Produto Interno Bruto) – o pior resultado da série histórica do BC, que tem início em 2002, portanto, em 12 anos.

G1

31 de Janeiro de 2014 - 11:00

As contas do setor público consolidado, formado por governo, estados, municípios e empresas estatais, registraram um superávit primário – economia para pagar juros da dívida pública – de R$ 91 bilhões em todo ano passado, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (31).

O valor do superávit equivale a 1,9% do PIB (Produto Interno Bruto) – o pior resultado da série histórica do BC, que tem início em 2002, portanto, em 12 anos.

O ministro da Fazenda,  Guido Mantega, já havia admitido que o indicador não atingiria 2,3% do PIB – meta fixada em abril de 2013. O governo chegou a anunciar, em julho do ano passado, um bloqueio extra de R$ 10 bilhões nos gastos do orçamento federal justamente para compensar eventuais frustrações de estados e municípios.

A proporção do superávit primário com o PIB é considerada mais apropriada pelos economistas para a comparação, pois leva em conta o tamanho da economia do país. Em reais, o superávit primário do ano passado foi o menor desde 2009, quando ficou em R$ 64,76 bilhões.

Com o resultado divulgado nesta sexta, o setor público ficou distante de sua meta "cheia", de R$ 155,9 bilhões fixada para 2013, e também, do objetivo determinado em maio do ano passado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de R$ 111 bilhões – ou 2,3% do PIB – que contemplava um abatimento de R$ 45 bilhões em desonerações e gastos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).