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Economia

Na 21ª posição no ranking de receita e 11º valor adicionado, Sidrolândia perde 2 posições na economia

A cidade que estava em 9º lugar, perdeu duas posições, sendo superada por Nova Andradina e São Gabriel do Oeste.

Flávio Paes/Região News

08 de Julho de 2013 - 08:17

Embora esteja entre os cinco maiores  polos de  produção agrícola de Mato Grosso do Sul, este vigor econômico de Sidrolândia não se reflete em dois indicadores que têm uma influência de 80% no rateio dos 25%  da arrecadação de ICMS que são reservados às prefeituras.

Entre as prefeituras sul-mato-grossenses, a cidade tem apenas o 11° maior valor adicionado (a diferença entre vendas e compras registradas na economia local) e sua receita própria, referente à cobrança dos tributos municipais, está em 21º lugar no ranking estadual.  É superada pelas de cidades do seu porte, como Rio Brilhante, Maracaju e até menores, como Chapadão do Sul, São Gabriel do Oeste, Água Clara, Ivinhema, Cassilândia e Aparecida do Taboado, dentre outras.

A Secretaria de Fazenda apurou em 2012 um “adicionado” de 9,32% menor que o de 2011. Sidrolândia que estava em 9º lugar, perdeu duas posições, sendo superada por Nova Andradina e São Gabriel do Oeste. Este resultado é reflexo das características da sua economia centrada no agronegócio que reinveste na cidade uma parcela irrisória da receita que obtém principalmente com a venda da soja e do milho, cultivados no município. Só a comercialização da soja gera um faturamento bruto entre R$ 150 e R$ 200 milhões por safra.

A proximidade com Campo Grande, maior centro comercial e de serviço do estado, faz com que a Capital absorva quase toda rentabilidade obtida no campo. É lá que o fazendeiro, por exemplo, compra seu carro novo e o da família; adquire a colheitadeira, o trator.

O comércio de Sidrolândia sobrevive basicamente do dinheiro injetado na economia pelos mais de 2 mil servidores municipais; 7 mil trabalhadores da iniciativa privada com carteira assinada, com salário médio de R$ 800,00, aposentados, assentados, além dos R$ 6 milhões originados pelo pagamento de programas sociais de transferência renda, como bolsa família, vale renda e o LOAS, pago pela Previdência Social.

A avicultura, que tem um ciclo completo(entre engorda, abate e venda) de 45 dias, também ajuda a movimentar a roda econômica, alimentada pelos 2.500 funcionários diretos da Seara e aproximadamente mil empregos gerados indiretamente.

Outro item desfavorável a Sidrolândia é o da receita própria. Em 2012, a cidade teve uma arrecadação de IPTU, Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, ITBI e outras taxas municipais, inferior a de 2011 (despencou de R$ 10,4 milhões para R$ 8,2 milhões).

Hoje a Prefeitura só consegue receber metade do Imposto Predial e Territorial Urbano que lança (proporcionando uma receita anual de R$ 1 milhão) e concede incentivo fiscal para prestadores de serviço da maior empresa da cidade (a Seara), que só pagam 2% de ISSQN  e concede isenção à  empresa de franquia da Tip Top, até o limite anual de R$ 500 mil de renúncia fiscal.

A Usina Santa Olinda, potencial geradora do tributo via prestadores de serviço, está com atividades paradas e na iminência de ter sua falência decretada pela Justiça. A falta de grandes investimentos na cidade nos últimos 10 anos, também reduz o dinamismo da sua economia.

Rio Brilhante, por exemplo, que tem um perfil econômico parecido com o de Sidrolândia, tem o dobro de receita própria (R$ 16,3 milhões ante os R$ 8,2 milhões daqui), muito em função da chegada de  novas usinas de álcool. O mesmo ocorreu com Nova Alvorada do Sul, uma cidade de 20 mil habitantes; Ivinhema e Água Clara, onde foi concluída este ano a construção da Usina Hidrelétrica de São Domingos.

De todo o ICMS arrecadado pelo Estado, 25% é distribuído às prefeituras, e essa partilha segue, hoje, o seguinte critério: 7% dividido em cota igual a todos; 5% vão aos municípios com áreas de preservação ambiental (ICMS Ecológico); 3% de acordo com o montante de arrecadação própria; 5% de acordo com o tamanho do território, 5% de acordo com o número de eleitores e 75%, conforme o valor adicionado.

Receita própria

1) - Campo Grande – R$  706.047.922,19

2) – Dourados -  R$ 100.940.510.58

3) – Três Lagoas – R4 86.446.532,04

4) – Corumbá – R$ 44.511.442,60

5) - Ponta Por㠖 R$ 27.686.904,25

6) – Rio Brilhante – R$  16.367.146,26

7) – Naviraí -  R$ 15.660.2977,26

8) - Paranaiba – R$ 15.390124,68

9) – Chapadão do Sul –R$ 14;792;833.16

10) - Maracaju = R$ 13.671.065,75

11) - Nova Andradina- R$ 13.523.478,79

12) - São Gabriel –R$ 12.865.685,87

13) – Água Clara – R$ 13.300.552,44

14) –Costa Rica -  R$ 11.930;744.63

15) – Ivinhema – R$ 10.814.6066,45

16) - Ribas do Rio Pardo – R$ 10.658;810,69

17) - Aquidauana – R$ 10.509.450,44

18) - Cassilândia –R$ 8.395.456,78

19) – Nova Alvorada do Sul – R$ 8.830.598,55

20) – Aparecida do Taboado – R$ 8.372.269,17

21) – Sidrolândia –R$ 8.225.042,69 -

Valor adicionado 2013

1) - Campo Grande – R$ 13.732;408.591,07

2) – Corumbá – R$ 3.917.705.732,86

3) - Dourados -  R$ 3.620.484.484.633,86

4) – Três Lagoas – R$ 3.462.950.468,06

5) - Maracaju – R$ 1.390.418.292,89

6) - Rio Brilhante – R$ 1.150.651.820,99

7) – Ponta Por㠖 R$ 1.069.610,46

8) - Chapadão do Sul – R$ 1.044.337.541,07

9) - Nova  Andradina- R$ 1.033.666.236,22

10) – São Gabriel do Oeste- 1.016.880.903,29

11) – Sidrolândia – R$ 1.015.914.393,09(-9,32%)

Valor adicionado 2012

 1) - Campo Grande – R$ 12.923.225.293,89

 2) - Corumbá- R$ 5.708.172.304,83

 3) - Dourados – R$ 4.369.742.372,11

 4) – Três Lagoas – R$ 4.033.403.612,04

 5) - Maracaju- R$ 1.279.665.700,72

 6) – Ponta Por㠖 R$ 1.304.713.1562,37

 7) – Rio Brilhante – R$ 1.283.330.179,74

 8) - Chapadão do Sul – R$ 1.181.668.683,92

 9) - Sidrolândia – R$ 1.120.423.611,40

 10) – Água Clara – R$ 1.020.791.654,78

 11) – Naviraí –  – R$ 1.020.791.654,78