ECONOMIA
Policiais civis pedem aos deputados que não votem reajuste de 5%
Para que isso aconteça, porém, eles terão que fazer um intenso trabalho de convencimento na Assembleia
Correio do Estado
15 de Maio de 2013 - 13:22
A Polícia Civil, que deve entrar em greve na sexta-feira (17), pediu na sessão desta manhã (15), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, para que os deputados não votem o reajuste de 5%. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-MS), Alexandre Barbosa da Silva, pediu que, quando o projeto chegar à Casa, os parlamentarem excluam a tabela referente à categoria.
Para que isso aconteça, porém, eles terão que fazer um intenso trabalho de convencimento na Assembleia. Isto porque a proposta do Executivo chegará apresentando o aumento linear de 5% para todos os servidores públicos e as respectivas tabelas dos demais índices, que foram acordados com as diferentes categorias do funcionalismo estadual.
Os policiais civis terão que persuadir os deputados com a intenção de que seja elaborada uma emenda, proposta por um ou mais parlamentares, retirando a tabela de reajuste de 5%, para que as demais servidores não sejam prejudicados com a não votação pedida pela categoria.
Queda de Braço
Os policiais civis querem reajuste de 25% este ano e mais 25% em 2014. O Governo do Estado ofereceu reajuste de 7%, recusado pela categoria, que já anunciou que fará greve se não houver evolução nas negociações.
Diante da posição manifestada pelos policiais, o governador André Puccinelli declarou que, se houver greve, será concedido apenas o reajuste linear, de 5%. Caso a greve não aconteça, de acordo com o governador, o reajuste poderá atingir até 28%. No último sábado, os policiais fizeram passeata no centro da cidade.




