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ECONOMIA

Produção de ração assegura até 40% de economia ao avicultor em MS

Produção de frango caipira é tema de curso do Senar/MS em Coxim. Milho, farelo de soja, mandioca e pastagem são matérias-primas

AgroDebate

23 de Março de 2015 - 10:21

O avicultor pode economizar até 40% se cultivar insumos para produção de ração na propriedade rural. A afirmação é do instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul (Senar/MS), Francisco Ferreira, que ministra no município de Coxim, o curso de “Criação de Frango Tipo Caipira”, entre terça e quinta-feira (de 24 a 26).

Segundo o instrutor, que também é técnico agrícola, viabilizar a alimentação dos animais é um fator importante para baratear custos sem comprometer a produção. Milho, farelo de soja, mandioca e pastagem são matérias-primas alternativas à ração industrializada, que pode chegar a custar 70% do investimento.

“É possível criar 200 frangos tipo caipira por mês e abater a cada 15 dias. A mão de obra familiar contribui como uma alternativa direta na redução de custos”, destaca Ferreira, ao afirmar que ao criar essa média de cabeças é possível comercializar cada unidade a valores entre R$ 20 e R$ 25 e ter renda mensal em média de R$ 2 mil.

De acordo com Ferreira, não há a exigência de uma grande estrutura. “O aproveitamento de alguma construção dentro da propriedade pode abrigar os frangos durante a noite”, relata. O frango semi-caipira passa o dia livre na propriedade, o que o difere dos de granja, que vivem presos o dia todo. “Por ter contato com o sol e com o ar livre, o animal tem menos estresse e a carne consequentemente fica mais saborosa e macia”, ressalta o instrutor do Senar/MS e salienta ainda que o frango tipo caipira vive em torno de 70 dias.

Durante a qualificação, que tem 24 horas de duração, são abordados temas acerca de planejamento e escalonamento da produção. “Nós deixamos o produtor livre para opinar sobre o projeto, desde os gastos com alimentação e vacinas a quantidade de cabeças que ele pretende criar”, detalha o técnico agrícola. Além do planejamento, escalonar a produção é essencial. “Sugerimos que ele calcule o abate a cada 15 dias, assim ele consegue ter uma média de renda mensal”, complementa.