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Economia

Produtores do Estado estocam milho a espera de preços melhores

Em uma fazenda de Deodápolis (MS), 70% dos 380 hectares já foram colhidos. O agricultor Ademir Musskopf negociou a saca de 60 quilos a R$ 18, um valor considerado bom

G1 MS

18 de Agosto de 2013 - 20:10

Produtores de milho safrinha em Mato Grosso do Sul estão armazenando o produto à espera de preços melhores, conforme mostrou reportagem do MS Rural deste domingo (18). O economista Leonardo Mussury afirmou que o que vai determinar os valores futuros do milho no Brasil é a safra norte-americana, prevista para começar entre setembro e outubro.

“Continuamos a depender de uma situação climática novamente. Quando a gente colhe a nossa safra, o americano está com a safra plantada aguardando o clima. Para o preço modificar, eu vejo que a única forma de mudar isso é um problema na quebra da safra americana”, explicou.

Para assegurar a sustentação do preço do milho, que atualmente está abaixo do valor mínimo definido pelo governo federal, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizou, no início dessa semana, o leilão de prêmio equalizador pago ao produtor rural. Essa é uma forma de garantir a comercialização e escoamento de 1,5 milhão de toneladas do grão produzida em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. Mato Grosso do Sul contou com lote de 100 mil toneladas.

Em uma fazenda de Deodápolis (MS), 70% dos 380 hectares já foram colhidos. O agricultor Ademir Musskopf negociou a saca de 60 quilos a R$ 18, um valor considerado bom, já que atualmente, a saca do grão no estado está na casa dos R$ 13,70. Por conta da desvalorização, o agricultor pretende armazenar o restante da produção.

Em outra propriedade, em Dourados (MS), a colheita chegou a 95% da área. O produtor Cláudio Hirata plantou 360 hectares e a produtividade média superou as expectativas: 90 sacas por hectare. Mas o custo de produção neste ciclo ficou 8% mais caro em relação à safra passada. Para produzir cada saca de 60 quilos, o produtor gastou R$ 14,70.

“Houve um reajuste no preço do fertilizante, na semente do ano passado, para esse teve uma valorização muito grande. As empresas subiram muito o valor da semente de milho e isso impactou diretamente no custo da lavoura”, relatou Hirata. Por esse motivo, ele ainda não comercializou alguma saca.