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Economia

Proposta de Orçamento do governo terá 'meta flexível' e previsão de déficit de R$ 150 bi para 2021

As incertezas da economia mundial e brasileira causadas pelos impactos da pandemia do coronavirus farão o governo mudar os cálculos e projeções para 2021 que constarão na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

G1

15 de Abril de 2020 - 10:34

As incertezas da economia mundial e brasileira causadas pelos impactos da pandemia do coronavirus farão o governo mudar os cálculos e projeções para 2021 que constarão na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Por obrigação legal, hoje, quarta-feira (15), é o prazo máximo para o envio do texto ao Congresso. Por isso, mesmo sem saber como será 2020, a equipe econômica é obrigada a fazer uma estimativa sobre o próximo ano.

A meta fiscal estabelecida, neste momento, para 2021 será de um déficit em torno de R$ 150 bilhões, mas deverá sofrer revisões ao longo do ano.

O governo irá prever na LDO que a meta será a arrecadação descontados os gastos já limitados pela regra do Teto. O texto também vai prever que não haverá contingenciamento no ano que vem.

A equipe econômica deve apresentar o projeto da LDO em uma entrevista coletiva prevista para a tarde desta quarta-feira.

A grande incerteza está na arrecadação. Segundo fontes da equipe econômica, a arrecadação vai depender de quanto tempo será necessário manter o isolamento social ou mesmo se a recuperação da economia brasileira será em "V" (rápida) ou em "U" (mais lenta).

O Brasil terá que lidar também com o pessimismo de analistas e instituições estrangeiras.

O próprio Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta terça-feira (14) que projeta uma queda no PIB brasileiro de 5,3% em 2020. A organização disse reconhecer o esforço fiscal feito nos últimos aos, mas diz que o país vem de uma trajetória de sequentes choques na economia.

Depois do excesso de gastos públicos nos anos que se seguiram à crise de 2008, o Brasil acabou por amargos três anos de recessão, seguidos de três anos de crescimento na faixa de 1%.

Como diz uma fonte econômica, depois de um "terremoto", estamos agora vendo vivendo um "tsunami".

Acreditar no crescimento estimado pelo FMI para o Brasil em 2021, de 2,9%, já seria um fator de otimismo.