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Economia

Sem auxilio emergencial e volta das aulas, secretário projeta déficit de R$ 20 milhões em 2021

Flávio Paes/Região News

01 de Dezembro de 2020 - 13:13

Secretário Municipal de Fazenda, Renato da Silva Santos. Foto: Crislaine Jara/Região News

Em meio ao cenário para 2021 de incerteza na economia, que não dá sinais de retomada e como ano que vem a Prefeitura não contará com o auxílio financeiro federal de R$ 9.5 milhōes para compensar a perda de receita decorrente da pandemia, o secretário Municipal de Fazenda, Renato da Silva Santos, projeta um déficit financeiro de R$ 20 milhões para só cobrir as despesas de custeio com a volta das aulas presenciais e do transporte universitário.

A situação será atenuada porque com o dinheiro extra, a atual gestão quitou R$ 3 milhões em atrasados com o Previlândia, pagou R$ 1,4 milhão em precatórios (para 2021 estão previstos R$ 600 mil em débitos do município reconhecidos pela Justiça), outro parcelamento de R$ 80 mil será quitado em fevereiro. Com isto, a próxima gestão terá uma economia de R$ 4,6 milhões ao longo do próximo ano. No meio do ano, a venda da folha (com o término do contrato com o Bradesco que paga a folha do funcionalismo) é esperada uma receita extra de R$ 3 milhões.

Este cálculo do secretário toma como referência que em 2021 com a volta dos alunos as salas de aula, a Prefeitura voltará a ter despesas com transporte escolar (em torno de R$ 7 milhões), merenda escolar (aproximadamente R$ 2 milhões) e o transporte universitário (mais R$ 1,2 milhão), sem contar as despesas com água, energia elétrica e manutenção das escolas e centros municipais de educação infantil.

“Além de ter estas despesas que este ano não teve por causa da pandemia, a Prefeitura não terá a receita extra do Governo Federal”, explica o secretário. Uma eventual estagnação na atividade econômica, refletirá nos repasses de ICMS e FPM, embora o município tenha conseguido manter o índice de participação no rateio do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.

Em 4 anos, os repasses do ICMS aumentaram 23,73%, empurrado pelo crescimento de 14% do índice de participação (de 1.6996 para 1.9770%), das cotações internacionais da soja, milho e da carne bovina, que são o carro-chefe da economia sul-mato-grossense.