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Economia

Sesi e Enersul explicam nova metodologia da estrutura tarifária

O projeto também busca para levar ao conhecimento dos empresários uma discussão sobre as alterações na estrutura tarifária do setor elétrico e o seu impacto na indústria.

Daniel Pedra/Assessoria

11 de Setembro de 2013 - 14:00

Para abordar as práticas de gestão associadas à eficiência energética e melhoria dos processos de consumo de energia elétrica, o Sesi, em parceria com a Enersul, promoveu, nesta quarta-feira (11/09), na Câmara de Vereadores de Sidrolândia, o Projeto "Gestão Energética na Indústria - Desenvolvimento Econômico com Sustentabilidade". O projeto também busca para levar ao conhecimento dos empresários uma discussão sobre as alterações na estrutura tarifária do setor elétrico e o seu impacto na indústria.

Durante a abertura do evento, a técnica de responsabilidade social do Sesi, Cláudia Gomes, apresentou o programa de soluções da entidade para as indústrias, que facilita o acesso aos serviços médicos e odontológicos por meio das unidades móveis, além de prestar serviços de educação, saúde e lazer, visando a melhoria da qualidade de vida do trabalhador. "O Sesi busca realizar o atendimento conforme a demanda da indústria, oferecendo maior agilidade e minimizando o tempo que o trabalhador passaria fora da empresa", declarou.

Ela acrescenta ainda que o Projeto "Gestão Energética na Indústria" deve se estender aos municípios de Naviraí, Dourados, Corumbá, Coxim, Aparecida do Taboado, Bonito e Campo Grande. Já o gestor de grandes clientes da Enersul, Héber Henrique Selvo, detalhou a nova metodologia da estrutura tarifária, que é dividida por subgrupos e modalidades de tarifas de acordo com horário do uso e nível de tensão. "Antes, os custos de geração eram repassados ao consumidor anualmente no reajuste tarifário, com tarifas diferenciadas para período seco e úmido para clientes de média e alta tensão. Agora, os custos de geração serão repassados mensalmente por meio da tarifa de energia", afirmou.

Ele acrescentou ainda que a extinção da tarifa convencional binômia é gradativa. "A distribuidora encaminhou a todos os clientes convencionais correspondência com orientações sobre a migração e simulação tarifária, sendo que o cliente deve formalizar a opção tarifária no prazo determinado. Caso cliente não formalize a opção no prazo, a distribuidora encaminhará contrato de fornecimento com a melhor estrutura tarifária", pontuou.

Para o gerente industrial da Rio Pardo Bioenergia, Udomar Lueders, a revisão no suprimento energético irá gerar uma redução nos custos de acordo com os consumos reais da empresa. "Estamos atentos ao consumo tanto no horário de ponta como fora do horário, mas é importante ter o auxilio na revisão dos processos para melhoria dos cursos", falou.

Já o técnico em eletrotécnica da Via Blumenau, Marcos Roberto de Lima, considera que conhecer as mudanças tarifárias oferece mais condições de realizar o consumo de forma mais eficaz e correta. "Além de esclarecer nossas dúvidas, esse entendimento se faz necessário para buscar as melhores alternativas de consumo", disse.