Esporte
Fã de Zé Roberto e pupilo de Arouca, Matheus Sales vê reserva como lição
Construindo sua história, Matheus Sales acabou deixando Arouca no banco e foi titular diante do Santos no sábado, jogando até mais adiantado do que costuma.
Gazeta Esportiva
23 de Fevereiro de 2016 - 11:00
Matheus Sales foi um dos destaques na decisão da Copa do Brasil conquistada pelo Palmeiras há dois meses, tanto que ainda ouve que tem o santista Lucas Lima no bolso. Mas, desde então, o volante chegou a ficar até fora do banco. Aos 20 anos, porém, o jogador entende o momento como aprendizado.
O camisa 26 tem apenas 11 jogos como profissional e encara lições do que vem acontecendo em sua carreira. A oportunidade do jogador é atuar ao lado de Zé Roberto, seu ídolo, e aproveitar conselhos de Arouca, volante que o adotou como pupilo no ano passado, quando Matheus subiu já como titular diante das falhas de Amaral e da lesão de Gabriel.
Um cara que conversei bastante quando subi, naquela reta final da Copa do Brasil, foi o Arouca. Eu estava no vestiário e ele sentou, conversou, me explicou algumas coisas, lembrou Matheus. Um cara que me espelho e sempre falo, que a minha família admira, é o Zé Roberto. Primeiramente como pessoa, porque tem muito caráter. Como jogador, também, prosseguiu.
Construindo sua história, Matheus Sales acabou deixando Arouca no banco e foi titular diante do Santos no sábado, jogando até mais adiantado do que costuma. Preciso procurar me adaptar ao que o professor pede, mas me senti bem. Tive uma atuação regular, avaliou-se o volante, substituído por Gabriel Jesus no segundo tempo pouco após levar cartão amarelo.
Apesar da atuação destacada, já que praticamente não errou em campo, o camisa 26 não sabe se continuará como titular. Sua posição passou a ter mais concorrência com a volta de Gabriel, a contratação de Jean e a liberação de Thiago Santos para qualquer torneio em 2015, estava impedido de jogar a Copa do Brasil. Mas voltar ao banco não é algo que entristece Matheus Sales.
É normal. O grupo tem bastante jogador de qualidade. Uma hora vou jogar e, em outra, vou ficar no banco. Preciso trabalhar para buscar espaço, e foi um aprendizado também por ser o meu primeiro ano no profissional. Vou conquistando aos poucos, indicou o volante, tranquilo.




