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Esporte

Irã apresentará queixa à Fifa por restrições impostas na Copa do Mundo

A seleção iraniana está hospedada no México e joga suas partidas nos Estados Unidos.

Midiamax

19 de Junho de 2026 - 14:22

Irã apresentará queixa à Fifa por restrições impostas na Copa do Mundo
A seleção iraniana realizou seu primeiro jogo no Estádio de Los Angeles. (Foto: Reprodução/@iran_football_federation)

A FIF (Federação Iraniana de Futebol) declarou que enviará uma reclamação formal a Fifa (Federação Internacional de Futebol, em português) pelas restrições impostas pelos EUA, nesta quinta-feira (18). A seleção iraniana joga nos Estados Unidos, e está hospedada no México.

As autoridades norte-americanas negaram os vistos iranianos e definiram que a equipe pode entrar no país até 24 horas antes das partidas, e deve deixar no mesmo dia. A federação iraniana afirmou que as condições impostas não são igualitárias e afetam a preparação técnica dos jogadores.

“A Federação de Futebol do Irã acredita que essas restrições não estão de acordo com os princípios de oferecer condições iguais às equipes participantes e podem afetar a preparação técnica da seleção”, destaca.

A entidade ressaltou que, de acordo com o planejamento inicial, a seleção poderia entrar nos Estados Unidos dois dias antes dos jogos, o que não foi utilizado no primeiro jogo. A partida de estreia do Irã foi contra a Nova Zelândia, que terminou em 2×2, na última segunda-feira (15).

A FIF solicita mudança no protocolo imposto pelos EUA para as próximas partidas. O Irã jogará seu segundo jogo contra a Bélgica, na zona metropolitana de Los Angeles, Califórnia, no domingo (21).

Conflitos EUA x Irã

Apesar do acordo de cessar-fogo por 60 dias anunciado no domingo (14), o conflito já havia respingado o suficiente no esporte. Jogadores, dirigentes e membros da comissão técnica do Irã tiveram problemas para obter o visto de entrada nos Estados Unidos. O presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a dizer, em março, que a seleção asiática era “bem vinda” à Copa, mas que a participação do país não seria “apropriada”.

A crise política pode também ter impactado a convocação. O atacante Sardar Azmoun, terceiro maior artilheiro da seleção, ficou fora do Mundial, segundo a versão oficial, por ter descumprido prazos para a obtenção de visto. Em março, ele apareceu em foto ao lado do primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos e dirigente do Shabab Al-Ahli, clube que defende. O problema é que o país é aliado dos Estados Unidos.