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Esporte

Leco prevê eleições para o dia 27 e nega revanchismo contra Aidar

Leco ainda frizou que ouviu apenas um minuto da gravação e que não é sua função trazer à tona neste momento os desdobramentos do caso.

Gazeta Esportiva

15 de Outubro de 2015 - 14:53

Por quase uma hora, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, deu sua primeira entrevista como presidente interino do São Paulo na tarde desta quinta-feira, no Morumbi. Entre as inúmeras questões direcionadas ao novo mandatário tricolor, chamaram mais atenção as que abordaram o tema das próximas eleições, que, segundo ele, acontecerão no próximo dia 27.

Leco teria até o dia 12 de novembro para convocar o pleito, mas a intenção do dirigente é antecipá-lo para montar a nova diretoria tricolor o mais rápido possível. Ao menos por enquanto, ele é o único candidato à presidência, porém ainda há a chance de outra chapa se apresentar e concorrer contra o mandatário interino.

“Eu não pretendo que isso seja feito em 30 dias. Mas eu vou antecipá-lo e estou desenvolvendo a ideia de que poderá ser no dia 27, terça feira desse mês”, anunciou oficialmente o novo mandatário do São Paulo.

Outro tema consecutivamente abordado na entrevista coletiva foi a gravação revelada pelo vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, em que possíveis irregularidades contratuais são admitidas pelo ex-presidente, Carlos Miguel Aidar, que estaria se beneficiando de vendas de jogadores.

Em relação a isso, Leco ressaltou que a política do São Paulo não buscará um “revanchismo” contra Aidar, mas que o Conselho vai atuar com rigor para apurar com “tranquilidade” e solucionar a polêmica através dos trâmites oficiais e legais do estatuto tricolor.

“O São Paulo, apesar dos problemas, é um clube sério e de gente grande. Tem instâncias, uma dela, a maior, o Conselho. Temos comissões de ética, regramentos escritos historicamente, que indicam como o clube deve se comportar diante de fatos. No decorrer dos acontecimentos e o calor da emoção que isso causa, alguns procedimentos acontecem de forma a permitir a ideia de que de repente o clube acobertará situações e eu asseguro que não”, avisou Leco.

“Não nos anima a ideia de revanchismo, de perseguição por perseguição, mau sentimento, mas de esclarecimento, de que o são Paulo honre sua grandeza e tradição fazendo o que deve ser feito em suas instâncias”, prosseguiu.

Leco ainda frizou que ouviu apenas um minuto da gravação e que não é sua função trazer à tona neste momento os desdobramentos do caso. O presidente interino explicou que Ataíde será o responsável por dar continuidade às apurações, as quais devem ser cuidadosas a fim de não arranhar a imagem do clube.

“Não quero antecipar, eu quero antecipar, sim, a lisura do São Paulo no enfrentamento desse problema. No mínimo, eu serei uma voz nesse sentido com a força que estiver e onde estiver. Não posso antecipar conclusão. Num mundo de tecnologia avançada, onde você está sendo monitorado a todo o momento, onde tudo é visível, será impossível que as coisas que sejam apuradas não aflorem. Isso não acontecerá. A comunidade toda, nossos 20 milhões, que é a razão de ser dessa instituição, ela terá naturalmente conhecimento das coisas. Espero que o conhecimento não seja traumático a ponto de magoar a instituição”, encerrou.