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Esporte

Melo revela chapéu no São Paulo e promete dar tapa na cara de uruguaio

O ritual de apresentação teve início com o tradicional discurso de exaltação do diretor Alexandre Mattos.

Gazeta Esportiva

17 de Janeiro de 2017 - 14:11

O volante Felipe Melo não cansou de quebrar protocolos na apresentação como jogador do Palmeiras. Vestido com a camisa 30, o jogador de 33 anos revelou que o Verdão aplicou um chapéu no São Paulo para oficializar sua contratação e prometeu “dar porrada” nos adversários quando for necessário.

O ritual de apresentação teve início com o tradicional discurso de exaltação do diretor Alexandre Mattos. Antes de responder à primeira pergunta, o volante pediu para que fossem tiradas fotografias com os familiares que estavam na Academia de Futebol para assistir à entrevista. Ele posou com a camisa verde e branca ao lado da esposa, do pai, da irmã e de três filhos.

Diante do microfone, Felipe Melo adotou uma incomum sinceridade entre jogadores de futebol e tratou dos mais diversos temas. Logo em uma das primeiras respostas, o atleta disse que o Palmeiras assegurou sua contratação após vencer a concorrência do rival São Paulo.

“O único clube que fez uma oferta para mim foi o São Paulo. Cheguei a falar com o [ex-diretor] Marco Aurélio Cunha. A única concorrência foi deles. Mas a forma como o Palmeiras conduziu a situação foi muito profissional. E não que o São Paulo não tenha sido. Fiz questão de agradecer ao Marco Aurélio depois de ter dado minha palavra ao Palmeiras”, afirmou o jogador.

Felipe Melo, cujo apelido é Pitbull, aproveitou a sequência da entrevista para distribuir “porradas” na imprensa esportiva. Afirmou que se sente injustiçado pelas críticas que recebe no Brasil, sobretudo pela expulsão na derrota da Seleção para a Holanda, por 2 a 1, nas quartas de final da Copa do Mundo 2010. Atualmente, no entanto, ele diz que os questionamentos “entram por um ouvido e saem pelo outro”.

Sobre o estilo de jogo aguerrido, o volante ressaltou que “o Felipe Melo não é só porrada, mas também é técnica”. “E foi isso que me fez ficar na Europa por 12 anos. Se tiver que dar porrada eu vou dar. Se tiver que ir no Uruguai dar tapa na cara de uruguaio, eu vou dar. Sempre com responsabilidade, porque minha ideia não é deixar a minha equipe com menos um”, disse.

“Se alguém vier no mano a mano para fazer o  gol, eu vou dar uma porrada para ele não ter a chance”, prosseguiu o volante. “E se tiver que jogar contra qualquer time, eu vou dar a vida pelo Palmeiras. É o time que está colocando comida na minha casa. Se tiver que comer alguém vivo, eu vou comer vivo. É Palmeiras. E acabou”, bradou o volante, que encerrou a coletiva com as mãos fechadas e bufando.