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Buracos, vazamentos e paredes quebradas: campo-grandense mostra danos na estrutura da Santa Casa
Jovem relata descaso após observar estrutura danificada da Santa Casa.
Midiamax
23 de Fevereiro de 2026 - 15:27

A precariedade estrutural da Santa Casa de Campo Grande chamou a atenção do técnico hidráulico João Victor Mazia, de 22 anos, que aguarda um familiar passar por cirurgia na ala do trauma do hospital neste domingo (22). Paredes quebradas, portas de banheiro sem trinco e ausência de sabonete compõem o caos no local.
Surpreso com a situação, João decidiu gravar dois andares da ala: o térreo e o 2º. A tour começa pelos banheiros do 2° andar, onde, segundo ele, minutos antes apresentava vazamento de esgoto. “Acabaram de limpar, vou pisar até meio de ladinho aqui porque [o chão] estava todo molhado, cheio de excremento, fezes, essas coisas”, começa.
“Aqui está entupido”, afirma ele, apontando para uma abertura no chão que dá para a rede de esgoto do hospital. “Aqui está entupido, tá?! Deu descarga, está subindo de volta, isso aqui estava todo cheio de excremento. Pedi pro pessoal dar uma olhada aqui”, explica.
Térreo
Em seguida, ele desce para o térreo, onde a estrutura é bem mais deteriorada. “Isso aqui é esgoto, eu trabalho com isso. Aquela bolha ali”, diz ele, apontando para o teto do banheiro, “é uma bolha de água e está pingando aqui. Vocês que são responsáveis pela Santa Casa, resolvam esse problema pra gente, porque aqui não é só a gente que usa, os enfermeiros também”.
Em seguida, João mostra as condições dos suportes de sabonete. “Olha, se você precisar lavar as mãos, não vai, porque está vazio. Se você quiser tomar um banho, não vai, porque não tem chuveiro. As portas aqui, olha, não têm trinco. Olha o chuveiro de vocês, é um caninho. O pessoal está fazendo limpeza aqui toda hora, eles fazem a parte deles. Mas, cadê o dinheiro público para arrumar aqui?”, questiona.
Já em um segundo vídeo, o jovem mostra a precariedade do corredor, ainda no térreo. Na imagem, é possível observar que parte do piso saiu e, onde havia buracos, foi usado cimento. Os remendos, no entanto, geram atrito durante a passagem de macas, por exemplo.
“Aqui a gente consegue encontrar um lugar pior que a Ernesto Geisel, pior que aquela Avenida Planalto, subindo a Sebastião Lima”, diz ele, mostrando a situação do chão. “Olha isso aí… A ambulância vem a 10 km/h para evitar qualquer tipo de trepidação, mas chega no hospital, o paciente vai passar por este caminho. Tem algo mais bonito ainda pra vocês verem”.
Por fim, ele mostra paredes quebradas e uma sala – possivelmente uma pequena lavanderia -, extremamente danificada. “Tem até lixo aqui”, diz ele, enquanto filma dentro da parede. “Agora vamos guardar lixo dentro das paredes. Dá uma olhada nas portas de madeira”. A reportagem acionou a Santa Casa sobre a situação filmada pelo campo-grandense. O espaço segue aberto para futuras manifestações.




