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Caso Master: Influenciador diz que operação virou ‘teatro’ arquitetado por Dias Toffoli
Advogado afirma que provas serão anuladas após ministro dar ordem impossível de ser cumprida pela Polícia Federal.
Midiamax
15 de Janeiro de 2026 - 17:00

Um advogado influenciador classifica como “teatro” a operação que cumpriu mandados de buscas e apreensão contra implicados no caso do Banco Master, deflagrada pela Polícia Federal na última quarta-feira (14).
A operação foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF, na última segunda-feira (12). O advogado criminalista Jeffrey Chiquini afirmou, nas redes sociais, que a ordem do ministro para que a operação fosse realizada em 24 horas não foi por “acaso”. O criminalista atua na defesa de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe.
“Isso daqui foi muito bem pensado. E não existe nada igual no Brasil. Nunca o juiz, ao autorizar uma busca e apreensão, diz que o prazo para a realização das buscas é de 24 horas. Nada disso. O que aconteceu aqui é que ficaria muito feio o Toffoli negar o pedido de busca feito pela Polícia Federal. Imaginem só?”, questiona.
O advogado diz que é “humanamente impossível” que a medida fosse cumprida em um dia. Parte dos mandados foram em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e de parentes como o pai, a irmã e o cunhado.
“O Toffoli colocou prazo. E aonde eu quero chegar? Onde eu quero chegar é que agora a Polícia Federal descumpriu o prazo. E então nós temos uma situação de nulidade nas buscas. O que vai acontecer? É com pesar que eu digo isso, as buscas serão anuladas e tudo que delas decorreram serão anulados. Apreensões serão anuladas. Eventuais perícias serão anuladas. Os documentos que foram encontrados serão nulos”, acredita o advogado.
O influenciador diz que as provas serão anuladas e que as provas encontras na operação virarão “pizza”.
“A Polícia Federal descumpriu ordem judicial. Ou seja, aquilo que decorre do descumprimento de uma decisão é nulo por derivação. Tudo que se encontrou nas buscas de hoje serão futuramente anulados. E o ministro já disse praticamente isso. O ministro Dias Toffoli afirmou que a Polícia Federal descumpriu o prazo de 24 horas. Ou seja, a busca foi nula”, lamenta.




