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Mato Grosso do Sul

Caso de intoxicação acelera fiscalização de fórmulas infantis

Anvisa determinou recolhimento de produtos da Nestlé por risco de contaminação.

Capital News

14 de Janeiro de 2026 - 14:15

Caso de intoxicação acelera fiscalização de fórmulas infantis
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Uma criança foi internada em um hospital particular de Dourados após apresentar quadro de intoxicação associado ao consumo de uma fórmula infantil incluída em alerta sanitário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O caso, divulgado pelo portal Dourados News, levou a Vigilância Sanitária municipal a reforçar ações de fiscalização e acendeu o alerta sobre o consumo do produto na cidade.

De forma preventiva, a Anvisa proibiu, por meio da Resolução nº 32/2026, a comercialização, distribuição e uso de lotes específicos de fórmulas infantis das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, fabricadas pela Nestlé Brasil Ltda. A medida foi adotada após a identificação do risco de contaminação por cereulide, toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus, capaz de provocar vômitos persistentes, diarreia e letargia.

Em Dourados, equipes da Vigilância Sanitária percorrem farmácias e supermercados para verificar a presença dos produtos proibidos e orientar comerciantes sobre o recolhimento imediato. O órgão também alertou pais e responsáveis para que confiram o número do lote impresso no rótulo antes de oferecer a fórmula às crianças. A Nestlé informou que o recall é voluntário e ocorre em escala global, após a detecção da toxina em um ingrediente fornecido por empresa terceirizada, e que no Brasil apenas os lotes listados pela Anvisa estão incluídos na medida.

Na Capital, o Procon Municipal de Campo Grande também intensificou a fiscalização em estabelecimentos comerciais para garantir a retirada imediata dos lotes suspensos. O órgão orienta que famílias interrompam o uso dos produtos, busquem a substituição ou reembolso, direito assegurado por lei, e procurem atendimento médico caso surjam sintomas. Denúncias sobre a venda de itens proibidos podem ser feitas pelo telefone 156, opção 6.